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Onda senoidal

Flutuando entre o aberto e fechado. O desejo de conexão e a preguiça de conectar-se, a ansiedade de sair do conforto.

Pelas janelas de casa vejo o mundo e as janelas na tela do computador me protegem dele. Até gosto assim, prefiro. Mas meus sonhos, parece que eles não.

O progresso não aparece e daí eu me questiono se preciso abrir, se essa abertura tem algo a ver com conexão. Ou se apenas assisti filmes demais. Os filmes! Histórias! Storytelling. Nas histórias tudo faz sentido. E é certo que na vida, não.

A conexão, como qualquer objetivo, é etérea. Tudo está dentro de nós, todas as tristezas e satisfações. O desejo e a preguiça. Nada tratado nessas divagações existe e por isso estes questionamentos todos não tem sentido algum.

Então eu esqueço por um bom tempo. Mas antes de esquecer dessa vez eu resolvi escrever porque era o que eu fazia há uns 20 anos.

E antes de terminar de escrever é interessante notar o ponto central que apareceu aqui: me questiono se preciso abrir.

Talvez escrever seja um começo.