

I started three e-commerce brands in 2019, 2021 and 2022 from zero to, somewhat, an exit this year.
I am not a frequent online buyer. First, I never had much money to spare in my last, so it’s an habit to not buy much stuff. Second, I have a tendency to overthink my choices. I feel like I need to make the perfect decision, so often I quit the process without making a purchase.
But in the few times I do search for a product online I end up getting really frustrated by how poorly some websites are made.
The following it’s not a comprehensive and it’s in no particular order. It’s a list of things I noticed when trying to buy from one of the most competitive industries in the internet: supplements.
SKULL. BRUTHAL. DARK. EXTREME. OPTIMUM. VENOM. CANIBAL. HARDCORE. DEMONS. IRIDIUM. TITANIUM.
All of above are from real brands in Brazil.
I’m 100% sure that I’m an alien customer. Almost all the brands use names and graphics in the opposite of what I’d expect for a product I’m going to ingest.
I would love to see better wording and images related to healthy, quality, trust, certification and so on.
Many websites I visited in my search for creatine don’t tell me from where they are. Most of them lack a “About Us” page, phone number, or even basic information like the city they operate from.
Most of the brands rely on fake social proof. Lot’s of influencers, who probably received money or free products, try to convince me the product is good. I can’t trust them!
Why not leverage other trust signals like the time in the market? Two of the companies I checked have been around 20 and 15 years, but this information is buried in the “About Us” page. It should be in the most prime location of the website.
“Our suppliers are the best in the market”… says who?
“The most pure creatine”… can you show me an independent test lab?
“Most advanced creatine technology”… yeah? Why?
It’s so full of empty words that at the end of this session I was shocked I didn’t came across the “quantum” wording – or maybe soon we see a “AI Enhanced Creatine”?
A independent analysis from ABENUTRI – Brazilian Nutritional Association – find out that 10 creatine brands sold creatine that didn’t contain any creatine!
And dozens of other brands didn’t have at least 80% creatine in their creatine!
Out of 88 different brands, 23% were reproved. It’s also important to note that 7 brands couldn’t appear in the analysis due to legal action taken by their owners against ABENUTRI.
Suffering from choice fadigue, I narrowed down my options to those on ABENUTRI list. The first one that had an acceptable delivery time and cost, and disclosed where they are and how long they’ve been in the market became my choice.
I can understand why people prefer buying in marketplaces. Much of the BS is cut down and you get the benefit of comparing brands.
But whenever possible, I’ll continue buying directly from company website. As a seller in several marketplaces myself, I know how much power these behemoths abuse. But that is a post for another day.
How did I manage to maintain my gym frequency and even increase it?
Como eu consegui manter a frequência na academia e inclusive aumentar? Minha adolescência e início da vida adulta não foram de muita atividade física. Havia a educação física na escola, o futebol semanal com os amigos em algumas épocas e é isso. Em um momento decidi começar a nadar e me dei bem com essa atividade, mantive por alguns anos, duas vezes por semana. As circunstâncias de vida mudaram um pouco e abandonei a natação até conseguir voltar depois de dois anos. Desde então toda semana estou na piscina. Há pouco mais de um ano dei mais um passo: musculação três vezes por semana. Já havia tentado no passado e não tinha durado mais de seis meses. Mas dessa vez parece que “clicou”. Estou sentindo progresso e estou gostando da minha rotina de exercícios cinco vezes na semana. Tá, mas por que estou contando isso? É parte da minha investigação sobre a consistência (ou a falta de). O ponto mais crítico da minha percebida falta de progresso profissional ou criativo é a falta de consistência. Derivada – como analisado no texto anterior – de uma ânsia em perseguir novas visões, que por sua vez brotam de novas paixões profissionais e criativas. Macaco pulando de galho em galho não conhece bem nenhuma árvore. Se traduzida para o contexto dos exercícios, essa ânsia do criativo-profissional me faria ser aquele tipo de pessoa que experimenta qualquer novo esporte que aparece. Por exemplo: Beach Tennis, Stand-up Paddle, Padel e Pickle Ball. No entanto isso não acontece. Por quê? Ou melhor: por que funciona tão bem com a natação e a musculação e como eu posso traduzir para a seara profissional e criativa? Talvez seja porque há um custo afundado na academia: todos os meses eu pago, se usar ou não, então preciso fazer valer. Por outro lado não deve ser só isso, já que bastaria cancelar. Outro ponto a favor da continuidade é a percepção de progresso, eu sinto meu corpo melhor, sinto menos dores e mais força nos movimentos, isso gera uma força emocional. Portanto, pode ser por pagar e ver progresso. E se for isso, preciso levar essa combinação para a parte profissional e criativa. O pagar é muito simples: colocar um servidor no ar, pagar um curso ou afundar dinheiro em estoques de novos produtos. Mas sem o progresso é completamente inútil, até pior, um desprogresso. No profissional o progresso seria conseguir o primeiro usuário de um projeto, depois o primeiro cliente pagante. No criativo, conseguir notar o avanço semanal na produção de conteúdo, finalizar um livro, e por fim ter leitores. A chave é o progresso. Concluo que a consistência é derivada do progresso. Esse progresso é o que gera combustível emocional para avançar no dia a dia. É como uma caminhada que só tem graça porque existe um movimento na frente dos olhos, afinal, por que daria um segundo ou terceiro passos se o primeiro não teve nenhum efeito de movimento? Ainda melhor se o movimento é em direção ao lugar onde se quer chegar. A pergunta então é outra: como ter progresso? Como progredir em pequenos passos para que um avanço puxe o próximo? Como “encher o tanque” emocional do progresso? O ponto de partida é abrir espaço para clareza emocional. Para chegar lá imagino algumas possibilidades. Meditar é uma possível solução que sempre volta a tona. Meditação abre espaço. Também usar menos o celular e redes sociais, reduzir o consumo de conteúdo curto, é uma ação que também abre mais espaço mental. Combinadas essas duas ações podem me levar a reconhecer progressos que talvez estejam escapando hoje pois não há espaço para eles. E fica claro que esse reconhecimento é o que abastece o emocional. É isso: abrir espaço para a emoção do progresso. O que seguirá é a consistência, mais progresso, mais combustível, mais progresso. O feedback loop positivo que eu tanto procuro.
The problem is consistency. Every time I managed to create or learn something new, I had to exercise consistency. To learn a new frontend technology, I watched and rewatched a YouTube course until things started to “click.” And it didn’t happen over a few days, it took at least four weeks. This is a minimal example, but it serves the purpose, because with all the other important things I’ve learned or produced, I kept coming back for weeks, months, even years. On another occasion when I exercised consistency, I planned and created a short video creation app for social networks, VideoStories, and the lack of consistency eventually led me to abandon it. These days, as I’m all over the place – and even my writing feels anxious – I’ve realized that the problem has always been consistency. For a moment, the vision of anything is crystal clear, and the next moment it’s gone.
O problema é a consistência. Todas as vezes que consegui criar ou aprender algo novo, tive que exercer a consistência. Para aprender uma tecnologia nova de frontend vi e revi várias vezes um curso no youtube até fazer as coisas “clicarem”. E não foi em um espaço de um ou poucos dias, foram pelo menos quatro semanas. O exemplo é mínimo, mas serve porque em todas as outras coisas importantes que aprendi ou produzi eu me mantive voltando por semanal, meses, anos. Em uma outra oportunidade que exerci a consistência planejei e criei um app de criação de vídeos curtos para redes sociais, o VideoStories, e a falta de consistência me fez abandoná-lo também. Hoje, por estes dias, que estou por todo lado – e até minha escrita está ansiosa – me dei conta que o problema é e sempre foi a consistência. Por um momento a visão de qualquer coisa é cristalina e no momento seguinte já não é. Outro exemplo é a ideia recorrente de criar um jogo: vejo o mapa, vejo a diversão, sento para planejar e no passo de poucas horas a visão já não está mais ali. É o mesmo com a empresa, com a vontade de criar produtos (e o aprendizado das skills necessárias, como o desenho). Aconteceu, inclusive, com atividades que me faziam muito bem, como a meditação. Estou por todo lado e por isso em nenhum lugar. Pelo menos não o tempo suficiente para criar alguma coisa. Mesmo neste texto, na metade da folha, as palavras vão ficando mais difíceis. Inconsistentes. Em algum momento eu aprendi a planejar. Qual o escopo? Como repartir em etapas? Como saber se foi concluído? Com que estrutura isso pode funcionar independente de mim? Seria essa uma saída para vencer a inconsistência? No entanto todas essas coisas estão sujeitas a (ou falta de) consistência. Por que falta consistência? O que é, em primeiro lugar. Traduzo certo ou é outra coisa? É alguma energia? É apenas uma expectativa? Lembrei que estudei chinês por um ano e parei. A visão é paixão, temporária? Se mantiver a visão, a consistência vem junto? Ou será que tudo irá fazer sentido algum dia? Como no famoso discurso de Steve Jobs: é só depois que você consegue conectar os pontos. Computador, programação, dinheiro, descobrir como as coisas funcionam, aprender chinês, aprender a desenhar, ter uma empresa, se expressar, ser criativo. Todas as paixões profissionais criaram tantas visões, mas todas se dispersam na falta de consistência. Onde será que tudo isso vai dar? O problema é a consistência? Já não sei, talvez seja se apaixonar por tantas novidades, e dessas paixões deslumbrar tantas e tantas visões. Quando vem uma nova as antigas ficam de lado e assim nada se aprende ou se cria. Então qual é a solução para aprender e criar quando se quer aprender e criar demais?
do you know when you have a problem, call a company number and whoever picks up after many minutes starts telling how important you are to their company? all that fake politeness when you just want your problem solved. LLM are going to 10x this. disruptive. you think you get mad at this unbelivable scripted answers when you have a problem? wait until an LLM talks to you crafting a highly customized ultra-polite-shit while not solving your issue.
Unfollow or mute every person you do not know personally or do not had a meaningfully conversation for some time.
I almost panic when I need to get in touch with some big corporation. Costumer service calls, for example. You will use your phone to be tortured by an automatic voice telling you that “we value you”. No you don’t value me. You treat me like cattle going down, your costumers are like meat.
Foi o ano que mais li. Começou na páscoa quando decidi devotar o feriadão ao projeto de tirar o carro da lama em que patinava há 6 meses. Essa lama era O Tecido do Cosmo de Brian Greene. Ler sobre Física e imaginar o por que de tudo sempre me fascinou. Mas as tantas dimensões dos vários desdobramentos da Teoria das Cordas bloqueou minha fila de leitura por tempo demais. Depois da lama, decidi acelerar com algo que tinha certeza que devoraria, A Segunda Guerra Fria de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Excelente, mas não me marcou tanto quanto A Formação do Império Americano, por isso não ganhou uma posição entre os seis aqui embaixo. Embalado, resolvi conhecer a Svetlana, e me apaixonei. A lista, em ordem de leitura.
Difícil explicar o fascínio que a coisa soviética imprime em minha mente. Desde sempre me perguntei como as pessoas viviam sob o obscuro (para nós do ocidente) manto da URSS. E as histórias das pessoas é o foco da Svetlana. Sem julgamentos. Esperança. Violência. Amor. O que o ser humano aguenta, como o ser humano aceita, ou não aceita e se pergunta para o resto da vida: o que eu vivi?
Sapiens, e logo em seguida Homo Deus, justificaram para mim a fama do escritor israelense. A exposição de como nos tornamos estes humanos \”a partir do macaco\” e como obliteramos os obstáculos é um prato cheio para novas perspectivas.
Este ano quis encarar alguma grande obra brasileira. A primeira parte de O Tempo e o Vento estava ao alcance e por nada além disso foi escolhido. Desde a primeira folha foi como se estivesse esfomeado num banquete. Deliciando cada novo personagem (e como são muitos!) e vendo reflexos de todas as histórias que ouvia na infância sobre os costumes gaúchos (tão presentes no interior do Paraná no qual cresci). É claro que depois de breves espaços preenchidos por obras curtas como o mangá GEN Pés Descalços e Sobre a Escrita de Stephen King, entre outras, logo engatei O Retrato. Um tempo mais tarde, depois de me decepcionar com o breve Free Will, de Mark Balaguer, sentei para fechar o papo com Érico Veríssimo em O Arquipélago. Os Cambará e os Terra irão para todo sempre comigo.
Outro da Svetlana. Chernobil é o futuro, ela fala no começo. Então os relatos. As histórias. O ser humano das esperanças, do horror, da redenção. Não só dos humanos, os bichos também. A luta da pá contra o átomo. O modo de Svetlana deixar as histórias serem contadas por meio da sua obra são incríveis. Escrevi um post sobre o livro, caso te interesse ler mais.
Um relato de um jornalista americano que presenciou a revolução bolchevique da Rússia. Lênin, Trotsky e Stalin e vários outros personagens \”ao vivo\” nos seus discursos e nos corredores do Instituto Smolny. John Reed é o único \”ocidental\” enterrado dentro das muralhas do Kremlin, próximo do túmulo onde estão os restos de Vladimir Ilitch Lênin. Parcial, a favor do comunismo bolchevique, ainda assim não impede de curtir um dos únicos relatos dos poucos dias que mudaram o século da Rússia.
Svetlana apresenta as pessoas comuns. John Reed nos coloca nos dias da revolução. Que atração pela ideia da \”coisa soviética\”, da união das repúblicas. Ideia do comunismo. O que é isso, afinal? O que é a Rússia? A Rússia não é uma ideia. O comunismo não define a Rússia. Paul Bushkovitch retorna ao Rus de Kiev e tece a história desse país do começo. A Igreja Ortodoxa. Os muitos povos. Os mongóis. A Sibéria. A Ucrânia. A Polônia. A Europa. Um povo partido entre seguir o modelo europeu ou o conservadorismo ortodoxo (\”o seu próprio caminho\”). Ivã, o Terrível. Pedro, o Grande. Catarina, a Grande. Autocracia no ápice. E então, a Revolução. E a Grande Guerra Patriótica. E a queda da União Soviética. O tempo tem o poder de colocar os pontos nos i. No caso da Rússia, ou melhor, do meu fascínio pela Rússia, colocar os pontos nos i significa entender o que Bushkovitch quis dizer com \”A Rússia não é uma ideia\”. A Rússia é um país, com uma história num espaço determinado, por um povo, com uma cultura.
Para o próximo ano eu quero conhecer Tolstói. Mas pretendo abandonar logo os russos para olhar outros brasileiros. Tanto a ficção quanto a história brasileira. Também desejo alimentar a fome de revolução com alguma coisa da francesa, de que nada sei. No meio de um e outro, ler histórias cyberpunk como as do Cory Doctorow, \”nova\” ficção científica como a do Cixin Liu (que publiquem logo a tradução do terceiro tomo!) e também algum quadrinho \”diferente\” como The Art of Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew. Dificilmente conseguirei ler tanta coisa, mas a intenção aí está.
Photo by Nikolay Vorobyev on Unsplash
2018-12-14 21:46:12