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Inteligência Artificial a espera de um milagre

Quando eu era pequeno desmontava tudo que podia para “ver como funcionava”.

Mais tarde na vida, e sempre atraído pela ficção científica, pensava na possibilidade de um dia existir uma máquina que gera conhecimento, uma inteligência artificial.

No momento e com um pouco de conhecimento da disciplina de Inteligência Artificial, acho impossível (pelo menos por umas centenas de anos) que se chegue a uma inteligência generalista, que de fato consiga copiar e ocupar o espaço humano da criação.

Pelo menos no estado das coisas. 🤔

Aí vi essa apresentação do Yann LeCun – o mandachuva de Inteligência Artificial no Facebook:

Yann LeCun – How does the brain learn so much so quickly?

https://www.youtube.com/watch?v=cWzi38-vDbE

Resumo: nosso cérebro aprende numa velocidade muito maior que qualquer máquina que podemos construir e que poderemos construir em um futuro próximo.

E a base de toda pesquisa de IA recente são poucos bons avanços das últimas décadas.

Falta alguma peça no jogo. Yann diz, nesta apresentação, que nosso cérebro “simula” os acontecimentos futuros antes de tentar qualquer coisa.

Talvez seja essa a peça que falta para a inteligência artificial, uma maneira de predizer o futuro sem ter que de fato o calcular.

Mapa Preditivo

O pessoal da DeepMind, empresa de pesquisa em IA (de propriedade do Google), publicou o seguinte estudo:

https://deepmind.com/blog/hippocampus-predictive-map/

A teoria deles diz que a região do cérebro chamada hipocampo pode ser responsável por uma forma de aprendizado que eles chamaram de “Mapa Preditivo”.

Seria a maneira encontrada pelo cérebro para processar o futuro e te dar as opções mais prováveis de acontecimentos.

A forma como foi estruturada a teoria possibilita o teste em computadores, através de redes neurais.

Se este caminho de pesquisa vai levar a uma grande descoberta e um avanço de verdade na área de Inteligência Artificial, só o tempo vai dizer.

Contudo, meu interesse pelo assunto voltou a esquentar. 😃

Das emoções trabalhistas do Brasil

Parece brinks (gíria para brincadeira) mas é a vida real.

Façamos uma breve comparação para verificar a diferença entre os dois países neste quesito: aqui no Brasil, em Porto Alegre, no ano de 2010, uma empresa de segurança resolveu simular um assalto ao seu próprio estabelecimento, para verificar se os seus empregados estavam adequadamente treinados para a situação. Os “atores” entraram na empresa encapuzados, portando armamento verdadeiro e intimidaram violentamente os empregados com gritos e ameaças, os quais, apavorados, não sabiam que se tratava de um “treinamento”. Uma das empregadas, tendo sofrido grande estresse emocional, processou a empresa e recebeu à título de danos morais, na Justiça do Trabalho, o valor de cinco mil reais (TRT 4a. Região, 0000772-37.2013.5.04.0012, autora Michele Diniz Costa, réu Brink’s Segurança e Transporte de Valores Ltda.).  Na Califórnia, em 2011, um supervisor de segurança de uma empresa na região de Bakersfield teve a mesma “brilhante ideia”: simulou um assalto à própria empresa, para ver se uma empregada que lidava com numerário estava preparada para adotar as medidas de segurança corretas. Ele entrou na empresa com uma máscara de mergulho e disse que estava armado (embora não portasse arma alguma). A empregada, que não sabia do experimento,  ficou traumatizada e processou o empregador. Condenação da Justiça do Estado da Califórnia: 360 mil dólares (Lee v. West Kern Water District et al.. California, Kern County Superior Court, S-1500-CV-277481).

De: A Reforma Trabalhista e o Sonho Americano

Por que as pessoas gostam de complicar as coisas simples?

Quanto mais simples o problema, mais pessoas irão meter o bedelho com suas opiniões.

Os planos de um usina nuclear serão questionados por pouquíssimas pessoas capazes, e em pontos importantes.

Já uma garagem de bicicleta vai receber pitacos de quantas pessoas souberem dela. Por que não pinta de vermelho? Por que não faz quadrado? Por que não fazer com esse tipo de madeira?

Do FAQ do BSD:

“In the specific example involving the bike shed, the other vital component is an atomic power-plant, I guess that illustrates the age of the book.

Parkinson shows how you can go into the board of directors and get approval for building a multi-million or even billion dollar atomic power plant, but if you want to build a bike shed you will be tangled up in endless discussions.

Parkinson explains that this is because an atomic plant is so vast, so expensive and so complicated that people cannot grasp it, and rather than try, they fall back on the assumption that somebody else checked all the details before it got this far. Richard P. Feynmann gives a couple of interesting, and very much to the point, examples relating to Los Alamos in his books.

A bike shed on the other hand. Anyone can build one of those over a weekend, and still have time to watch the game on TV. So no matter how well prepared, no matter how reasonable you are with your proposal, somebody will seize the chance to show that he is doing his job, that he is paying attention, that he is here.

In Denmark we call it “setting your fingerprint”. It is about personal pride and prestige, it is about being able to point somewhere and say “There! I did that.” It is a strong trait in politicians, but present in most people given the chance. Just think about footsteps in wet cement.”

Poul-Henning Kamp on freebsd-hackers, October 2, 1999

Filme: Meu Corpo é Político

9/10

O documentário mostra o dia a dia de 4 pessoas transgênero da periferia de São Paulo.

Felizmente não foca no estereótipo da violência. O objetivo é trazer para o comum o que ainda a sociedade trata como algo estranho.

A diretora Alice Riff inclusive comentou que numa exibição fora do país alguém a abordou após o filme, elogiou, e disse que não sabia da existência de pessoas transgênero, perguntou se era algo “do Brasil”. É deste tamanho o nível de desinformação.

Sala cheia. Cinema político fazendo seu papel.

Filme: Newton (2017)

9/10

O quê?

Um servidor público dedicado empenhado em seu papel de cidadão. Nas maiores eleições do mundo, Newton Kumar é destacado como presidente de seção eleitoral de uma região conturbada, controlada por uma guerrilha comunista.

Como?

Seu maior desafio não serão os comunistas armados. Mas sim a apatia, ignorância e status quo dos colegas servidores públicos, das forças de segurança que protegem o processo e das pessoas que são a base da democracia.

Por quê?

Acontece na Índia, mas o que é mostrado no filme é rotina aqui mesmo no Brasil, onde votos são justificados pela “beleza” de um candidato. Por que votar? Por que você se importa? Como escolher seu candidato? O que vai acontecer?

Onde?

A ironia foi ver uma história sobre democracia e ao final dar uma nota ao filme. Assisti na mostra competitiva de longas do Olhar de Cinema: Festival Internacional de Curitiba. Cravei 5/5 sem sombra de dúvidas.

Financiamentos burros

Parece que o processo de conseguir um financiamento nos Estados Unidos é tão idiota como no Brasil. Neste trecho citam um dos grandes problemas do nosso processo: quando você obtém o “último” documento, o primeiro já perdeu a validade.

There are more than a dozen documents you need to submit when applying for a mortgage. You’ll need to submit bank statements from the last two months, your tax returns for the last two years, pay stubs, and a W-2 to verify your income.

Borrowers will gather all this information and email it to their loan officer. What makes this process tedious is that it takes an average of 51 days to close the loan. By the time you’re ready to close the loan, the documents you submitted earlier are no longer up-to-date, which means you have to resubmit everything. And this is if you only get a quote from one bank. If you wanted to compare loans you’d have to repeat the entire process.

Lendsnap Lets You Apply for a Mortgage in Under 30 Minutes