E daí, já que meus livros foram traduzidos para 40 línguas e venderam
27 milhões de exemplares? Eles irão todos desaparecer, já que
enxurradas de novos livros estão inundando tudo, arrastando tudo o que
foi escrito antes. Hoje, um livro numa livraria não tem nem tempo de
pegar um pó. É verdade que atualmente vivemos mais, mas a vida de
todas as coisas ao nosso redor ficou bem menor. O mundo está morrendo
tão rapidamente que não é mais possível se acostumar a nada. –
Stanislaw Lem, em entrevista para a
Folha
Para Einstein as descobertas da física quântica deveriam estar erradas
porque violavam alguns dos princípios em que ele acreditava (princípios
que provavelmente o ajudaram a construir suas teorias).
[![]]
Estou conduzindo um experimento que vai provar que Einstein estava
errado! — 1947: É impossível encontrar um bom sanduíche nessa cidade.
O princípio mais famoso que a física
quântica jurou de morte foi o da localidade. É possível (numerosos experimentos já comprovaram) que
uma partícula pode influenciar outra a distância sem que qualquer
informação viaje entre as duas. Isso é comunicação mais rápida que a
luz, e como nada poderia viajar mais rápido que a luz devido a própria
natureza do Universo, Einstein dizia que isso era uma \”estranha ação
fantasmagórica a distância\”. Mas tem outra coisa que a física quântica
salvou: o livro arbítrio.
Da previsibilidade à incerteza
No Universo de Einstein, se você conhecer todas as partículas e todos os
seus momentos, conseguirá prever o estado seguinte do Universo. Isso
significa que se você conhecer o estado completo do Universo poderá
prever as ações de um ser humano, sendo assim, seríamos desprovidos de
escolha. Tudo já \”está escrito\” desde que se deu o Big Bang, o
início do Universo. A física quântica – que poderia muito acertadamente
ser chamada de física estranha – tem outro princípio assustador, o Princípio da Incerteza de
Heisenberg. Este diz que é impossível conhecer a posição e o
momento de uma partícula, se sabe-se um, perde-se a segunda informação.
Ou seja, em um Universo quântico aceitamos o fato de que não temos como
saber o estado seguinte do Universo porque este não pode ser medido em
sua totalidade. O importante aqui é ver a distinção entre o Universo de
Einstein, em que estados anteriores determinam estados futuros, e o
Universo quântico no qual isso não acontece.
Prisão aleatória
Porém, a mera qualidade probabilística da física quântica não prevê
que temos livre arbítrio. Nossos pensamentos dentro de nossas cabeças,
que antes seriam ordenados e passíveis de previsão, se tornam aleatórios
e impossíveis de prever, contudo, permanece a nossa falta de controle
deste processo. Seríamos apenas seres geradores de aleatoriedade.
Autômatos não menos cegos que no Universo determinista clássico.
Chave mágica
Mas talvez tenhamos uma chave especial em nosso cérebro, em nossa
consciência, que nos permita de alguma forma influenciar o processo
quântico de probabilidades. Até hoje se sabe pouco sobre a consciência
humana e sobre como é o funcionamento do cérebro animal. Tem-se
sugestões, a maioria baseada em medições das correntes elétricas
cerebrais, de como são e funcionam as coisas dentro da nossa cabeça. É
possível que algum misterioso processo mental possa influenciar para
mais ou para menos uma probabilidade de pensar em A ou B? Se nos
experimentos os cientistas afirmam que medir uma partícula afeta o
sistema quântico, porque nosso cérebro não poderia fazer algo nesse
sentido?
De galho em galho
Imaginemos uma árvore de pensamentos. Ao pensar em A, você abre a
possibilidade de pensar em AB ou AC ou AD. Ao escolher pensar em uma
dessas possibilidades, digamos, AC, você abre outro nó de escolhas: ACA,
ACB, ACC. E assim por diante, sempre que um \”galho\”, um caminho da
árvore é escolhido, novos caminhos vão se abrindo em seguida.
Esta
ideia de uma árvore de pensamentos pode existir normalmente no Universo
quântico em que não tenhamos um dispositivo cerebral capaz de interferir
no processo. Não poderá existir no Universo determinista, pois o caminho da árvore já está definido, apenas
percorreríamos o que já estava traçado desde o início dos tempos.
Voltando ao Universo quântico em que tenhamos algo de especial em nosso
cérebro animal, algo que nos permita puxar as probabilidades para cá ou
para lá conforme nossa vontade ou outros fatores: a árvore de
pensamentos é uma possibilidade. Nessa analogia podemos encaixar a
capacidade única humana de \”imaginar\” o futuro ou coisas que não
existem. Seria como \”prever\” um nó da árvore de pensamentos que
está lá ou não está. Então procedemos a executar pensamentos e escolher
galho após galho tendo como norte um nó imaginado. Talvez daí a
capacidade tão avançada do Homo Sapiens frente as outras espécies. Não
que outras espécies não tenham este artefato da árvore de pensamento,
talvez só não consigam – e não se importem – em imaginar nós futuros e
fazer esforço mental em busca deles. E sem esse detalhe fundamental,
vivem a mercê da aleatoriedade.
Portabilidade
Então imaginemos uma complexa árvore de pensamentos, por exemplo:
Relatividade Geral de Einstein. Einstein se pôs a pensar a partir de
alguns postulados para construir uma árvore de pensamento que
desenvolveu-se até o ponto da elaboração da Teoria da Relatividade
Geral. Quantos serão os galhos quebrados na cabeça de Einstein quando
este encontrava becos sem saída? Então imagine que ele pulava para outro
pensamento anterior ou vizinho e continuava o seu desenvolvimento a
partir deste. Ao fim do árduo trabalho de raciocínio, Einstein encontrou
um caminho frutífero a um pensamento original: a Teoria da Relatividade
Geral. E agora, de posse do caminho de raciocínio que o fez atravessar
toda a árvore, ele pode usar a linguagem para informar a outros seres
humanos como chegar até lá. Os outros não precisam elaborar a
gigantesca árvore de pensamentos que Einstein elaborou em sua cabeça,
basta que entendam o caminho específico de galhos que levou ao sucesso.
Então a linguagem seria uma forma de compartilhar caminhos nestas
árvores de pensamentos. Uns tipos de linguagem seriam mais
especializados que outros na tarefa de percorrer os galhos ou criar
uma nova árvore. O maior exemplo com certeza é a Matemática, que permite
uma exploração mental a partir de uma conotação simples. Seria como se
esta linguagem permitisse ao seu conhecedor explorar mais galhos em
menos tempo, e melhor: entrar em menos \”galhos sem saída\” do que um
explorador que não a utilize.
Teremos escolha?
Num Universo em que nosso cérebro passa ao largo das estranhezas
quânticas, não temos qualquer livre arbítrio e o futuro já está
escrito. Num Universo em que nosso cérebro opera no reino quântico, o futuro é incerto, mas quanto ao livre arbítrio surgem duas
possibilidades: A primeira é que não temos uma ferramenta que nos
permite ativamente alterar as probabilidades. Nesse caso não há livre
arbítrio. A segunda é que temos uma ferramenta capaz de alterar as
probabilidades em qualquer grau. Neste caso, nosso esforço mental em
pensar isso ou aquilo tem frutos, e consequentemente, temos livre
arbítrio.
Para quem quer saber mais
Looking Glass Universe (em
inglês) Canal no YouTube que explica física quântica de um jeito
simples (pelo menos o mais simples possível).
O Tecido do Cosmo – Brian
Greene Um
apanhado desde os primórdios da física até os desenvolvimentos das
Teorias das Cordas. Com metáforas que explicam a relatividade em
Springfield (sim, Os Simpsons), Greene torna fácil de entender os
conceitos complicados para leigos.
O Marcelo mandou um link no grupo do WhatsApp. \”The Science of
Well-Being – YALE –
Coursera\”. O trabalho
dele sempre o
deixa informado das coisas interessantes acontecendo na ciência e
tecnologia. Taí um caso como exemplo. Um curso sobre felicidade, que
legal. Deve ser bastante interessante. Mas não é pra mim. Não consigo
nem me organizar em torno das coisas que sou obrigado a fazer, imagina
acompanhar um curso online. Não tenho a disciplina. O Fernando falou que
vai fazer. Que bom, ele vai gostar. Eu também gostaria. Mas não tenho a
disciplina. Marcelo diz que também não é disciplinado mas que o Coursera
manda avisos por email, pelo app, por telegrama… Quer saber, vou me
cadastrar porque perder não perco nada, o Coursera me avisa e faço a
primeira semana para ver qual é. E fiz. E fiz todas as 6 semanas. Em
torno de 2 horas a cada uma ou duas semanas e terminei. Bem verdade que
foi todo fora dos prazos sugeridos por eles. Mas aí, até que eu tive um
pouco de disciplina.
***
Laurie Santos, 42, é professora do Departamento de Psicologia de Yale.
Sua disciplina é a mais popular nos 316 anos de história da
prestigiada universidade americana. Neste ano, 1200 alunos se
registraram para ouvi-la falar a respeito das descobertas da ciência
sobre a
felicidade. Da popularidade veio a ideia de criar uma versão curta
da disciplina e colocar na internet. Para nossa sorte, gratuitamente via
Coursera. A primeira parte do curso introduz todas as ideias erradas que
temos sobre felicidade. E mostra como é que nossa mente nos engana para
darmos tanta importância a elas. A parte seguinte é usada para mostrar o
que fazer para lidar com estes problemas. Estratégias embasadas por
estudos científicos que tem o poder de mudar nossos hábitos.
***
Na ciência há que se medir o antes, o durante e o depois. Pois começamos
recebendo a instrução de fazer um \”Teste de nível de felicidade
autêntica\”. E devemos repeti-lo ao longo das 6 semanas (e quiçá
ao longo da vida) para verificar se nossas ações estão surtindo efeito.
O que te faz feliz?
Não é muito dinheiro. Na verdade um pouco de dinheiro é bem importante.
Nos Estados Unidos esse valor gira em torno de 75 mil dólares anuais. A
ideia é ter todas as suas necessidades básicas supridas. Qualquer valor
além, pode até te fazer mais infeliz. Não é um casamento. A felicidade
sobe junto com a expectativa de casar e visualizar uma vida eterna com a
pessoa amada. Mas as pesquisas são claras: 2 anos depois o nível de
felicidade do casal volta ao nível normal. Ninguém é mais feliz apenas
por ter casado. Não são notas boas. O efeito que notas boas e ruins tem
sobre a felicidade são passageiros. Esperamos que tais números nos
afetem de forma muito importante, mas quando se mede, se vê que o efeito
é muito menor que o esperado. Não é um corpo perfeito. Pessoas que
emagrecem bastante e alcançam seu corpo perfeito correm riscos
altíssimos de desenvolver problemas que no final das contas afetam
negativamente sua felicidade. Não significa que emagrecer é ruim, mas
sim que emagrecer pelo motivo utópico do corpo perfeito é. Não são os
objetos incríveis (oi meus ex-queridos iPhone X, Tesla, Drone, etc). Nos
adaptamos rapidamente a tudo. De tempos em tempos se lança um smartphone
diferente e agora o anterior, que era nosso sonho de consumo, vira um
estorvo. Pior: nosso carro que antes era uma maravilha de prazer agora é
um problema gigante do qual temos que nos desfazer para…comprar um
mais novo.
Miswanting
Esta palavra que não consegui traduzir para o português significa: as
coisas que nós achamos que queremos e que no futuro não iremos gostar
mais. Acontece que nós temos intuições a todo momento e a maioria delas
está errada.
Tudo é relativo
Para a nossa máquina de querer, tudo é relativo. Nosso cérebro não tem
ideia do que é bom ou ruim, do que é rico ou pobre. Então ele busca
desesperadamente por sinais, e encontra farto estoque deles na TV e nas
Redes Sociais, por exemplo. Um estudo mostrou que alunos que estão para
se graduar preferem ganhar 50 mil e seus colegas 100 mil do que ganharem
100 mil enquanto seus colegas ganham 250 mil. A cada \$1 dólar que
ganhamos, queremos um incremento de \$1.40.
Acostumado
Como já dito, nossa mente se acostuma com tudo. E pior, nós não nos
damos conta disso.
O que fazer para resolver?
Coisas legais: troque-as por experiências legais. Por quê?
Experiências acabam. Seu cérebro não terá tempo de se acostumar com
aquelas férias na Europa. Vai ficar a lembrança deliciosa (e reviver
boas memórias nos deixa bastante felizes). Saboreie as experiências:
tente se colocar fora do seu corpo, tente olhar como um expectador. Se
dê conta que um dia aquilo que você tem não existirá mais. Tem uma
palavra para resumir o que vem depois desse momento. Gratidão: cliche
gigantesco, efetividade gigantesca. Sentir-se grato por experiências que
você vive ou viveu é uma forma gratuita e eficaz de ser feliz. Evite
adicionar pontos de referências irreais: isso mesmo, abandone as mídias
sociais. Estudos mostram que parar de usar mídias sociais nos faz
muito mais felizes do que ganhar dinheiro. O problema das mídias
sociais é que elas viciam nosso cérebro em pontos de referência irreais:
todo mundo é feliz, todo mundo faz viagens, todo mundo se diverte, as
pessoas tem as coisas que eu não tenho, etc. Lembre-se, nossa mente
funciona em termos relativos.
E o que mais?
Repense as coisas que você quer e as queira pelos motivos certos. Um
bom emprego não é aquele que paga bem, mas sim aquele que nos dá
oportunidade para utilizar nossas fortalezas. Pesquisadores criaram um
teste para você descobrir quais são as
suas. Boas notas: descobriu-se que a motivação externa
pode destruir nossa motivação interna caso tenhamos um padrão fixo de
mentalidade. Mas todos podem ter um padrão de crescimento, basta
aprender sobre ele. Isso mesmo, o simples fato de ler a respeito de um
mindset positivo (saber que nosso cérebro é maleável e podemos
aprender a respeito de qualquer coisa) ajuda a remover a parte ruim
das motivações externas! Gentileza: deu-se \$5 para pessoas
aleatórias. Mediu-se a felicidade de todos. Para o primeiro grupo foi
pedido que gastassem o dinheiro com eles mesmos, como quisessem. Para
o segundo grupo foi pedido que gastassem o dinheiro com outra pessoa.
Depois mediram o nível de felicidade subjetiva de ambos os grupos e quem
gastou o dinheiro com outras pessoas teve mais que o dobro de aumento no
nível de felicidade subjetiva. Os outros pontos importantes para ser
feliz são: Conexões sociais: por mais simples que sejam, até um
sorriso para pessoas estranhas já ajuda no nível de felicidade (de
ambos). Puxe conversa com desconhecidos, pesquisas garantem que
antes parece ruim, mas depois as duas pessoas ficam muito mais felizes.
Ter um tempo livre: o tempo que você pode \”jogar fora\”, fazer algo
que gosta com ele, não se preocupar. Controle da própria mente: não
deixar sua mente ficar vagando por aí a todo momento, pensando no
futuro, nos problemas. É daí que a prática de meditação é tão efetiva.
Concentrar-se no aqui e agora afeta bastante a nossa felicidade. E por
fim aquele óbvio: sono suficiente (pelo menos 7 horas por noite) e
exercícios físicos.
Pois que existem ferramentas que podem te ajudar. #1 – Remova do seu dia
a dia tudo o que sugerir ações contrárias aos seus objetivos. Quer comer
menos besteira? Pare de comprar chocolates, ao invés disso compre frutas
e deixe-as bem visíveis. #2 – Defina objetivos que você possa medir.
O segredo está em visualizar de maneira clara onde quer chegar, e só
depois disso, tentar imaginar quais são os desafios até lá. #3 – Faça
planos do tipo \”SE – ENTÃO\”. SE eu abrir o Facebook no celular, ENTÃO
eu vou fechar e excluir o aplicativo. SE eu comer esse chocolate fora de
hora, ENTÃO não vou mais comprar chocolates. Parece bobagem, mas o fato
de planejar desta forma ativa os comportamentos automáticos do nosso
cérebro. Quanto mais tempo você coloca em mentalizar essa conexão,
mais efetivo será seu \”alarme interno\” que irá te ajudar a evitar se
entupir de doces ou perder horas em redes sociais. A
pesquisadora Gabriele Oettingen resumiu no acrônimo WOOP: Wish:
pare por 5 minutos e analise qual é o seu desejo. Tente identificar o
que você quer. É isso mesmo que você quer? Outcome: visualize esse
deu desejo concluído, tente de fato sentir o que você acha que vai
sentir ao ser bem sucedido. Obstacles: só depois de visualizar o
sucesso, jamais antes, comece a analisar o que pode te impedir de
alcançar aquele objetivo. O exercício te mostrará quais são as coisas
que merecem atenção para que sua ação seja efetiva. Plan: aplique o
SE / ENTÃO aos seus planos. SE acontecer este obstáculo, ENTÃO vou agir
desta forma para resolver. É uma ferramenta simples, mas que está
embasada em diversas pesquisas (com idosos, com jovens, com pessoas de
diversos países e culturas diferentes) e funciona de fato. Funciona
porque ativa gatilhos automáticos em nossa mente.
***
Eu aqui comigo pensando. Essas coisas fazem sentido. As épocas em que eu
mais conseguia resolver problemas na minha vida sempre vieram após
calmarias em que eu parava, analisava meus objetivos, via onde queria
chegar, prestava atenção no caminho e depois fazia um plano. Ser feliz é
querer menos, é viver mais, é compartilhar a vida. Cientificamente
comprovado.
[![\”- Acho que o segredo da felicidade – prosseguiu –
está na gente gostar daquilo que tem: sua casa, seus parentes, seus
amigos, sua profissão, sua terra… – Respirou fundo e, como quem acaba
de fazer uma grande descoberta, disse: – Santa Fé é a melhor cidade do
E se você
não acredita em mim (nem deve). Vá e assista as palestras e leia os
materiais de The Science of
Well-Being. E você nem precisa pagar os mais de 50 mil
dólares da matrícula em Yale.
Um rosto conhecido vem
vindo? Ok.Um animal estranho se aproxima? Alerta máximo, preparar
para correr! Afinal, antes de qualquer desejo, intenção ou necessidade, somos um punhado de carne e ossos que não quer morrer.
Anúncios? Mesma coisa. Navegando casualmente pela internet olhamos para
centenas de marcas. A informação visual invade nosso cérebro, que a
processa e, como não morre por isso, passa a aceitar aquela informação
como amigável. O subconsciente é quem realmente decide as coisas. Da
próxima vez que você ver a mesma marca, a sua resistência a ela irá
diminuir, e diminuir… até o ponto em que você pode parar para escutar
conscientemente uma proposta ou comprar alguma porcaria.
Quando eu era pequeno desmontava tudo que podia para \”ver como
funcionava\”. Mais tarde na vida, e sempre atraído pela ficção
científica, pensava na possibilidade de um dia existir uma máquina que
gera conhecimento, uma inteligência artificial. No momento e com um
pouco de conhecimento da disciplina de Inteligência Artificial, acho
impossível (pelo menos por umas centenas de anos) que se chegue a uma
inteligência generalista, que de fato consiga copiar e ocupar o espaço
humano da criação. Pelo menos no estado das coisas. ? Aí vi essa
apresentação do Yann LeCun – o mandachuva de Inteligência Artificial no
Facebook:
Yann LeCun – How does the brain learn so much so quickly?
https://www.youtube.com/watch?v=cWzi38-vDbE Resumo: nosso cérebro
aprende numa velocidade muito maior que qualquer máquina que podemos
construir e que poderemos construir em um futuro próximo. E a base de
toda pesquisa de IA recente são poucos bons avanços das últimas décadas.
Falta alguma peça no jogo. Yann diz, nesta apresentação, que nosso
cérebro \”simula\” os acontecimentos futuros antes de tentar qualquer
coisa. Talvez seja essa a peça que falta para a inteligência
artificial, uma maneira de predizer o futuro sem ter que de fato o
calcular.
Mapa Preditivo
O pessoal da DeepMind, empresa de pesquisa em IA (de propriedade do
Google), publicou o seguinte estudo:
https://deepmind.com/blog/hippocampus-predictive-map/ A teoria deles
diz que a região do cérebro chamada hipocampo pode ser responsável por
uma forma de aprendizado que eles chamaram de \”Mapa Preditivo\”. Seria
a maneira encontrada pelo cérebro para processar o futuro e te dar as
opções mais prováveis de acontecimentos. A forma como foi estruturada a
teoria possibilita o teste em computadores, através de redes neurais. Se
este caminho de pesquisa vai levar a uma grande descoberta e um avanço
de verdade na área de Inteligência Artificial, só o tempo vai dizer.
Contudo, meu interesse pelo assunto voltou a esquentar. ?
Sites, sistemas web, hospedagem, suporte, conteúdo. Consultoria em
qualquer necessidade relacionada com internet. Abaixo uma lista de
clientes e criações.
O Prof Ricardo Beck ajuda as pessoas a conquistarem o sonhado cargo
público nas melhores instituições federais: TRE, Bacen, Receita Federal
e outros. Ajudei-os a construir uma plataforma com base no WordPress que
distribui o conteúdo exclusivo aos assinantes. Atualmente hospedo e dou
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milhão de pessoas. Faço a hospedagem do site em meus servidores para que
eles só se preocupem em trazer o melhor conteúdo possível aos fãs.
https://hypescience.com
A PortoFácil é uma hospedagem de sites com suporte de altíssima
qualidade. Dezenas de clientes hospedam sites que movimentam muitos
milhões de pageviews diariamente. Ajudo a atendê-los para oferecer um
serviço excepcional de hospedagem. https://portofacil.net
A Fonte Consultoria é um serviço de informação e educação para
contadores e advogados tributaristas que precisam navegar no caos da
legislação brasileira. São cursos, palestras e uma miríade de serviços
divulgados e vendidos no site. Ajudei a criar todo o site. Atualmente
hospedo e presto suporte. http://afonteconsultoria.com.br
A Arquem fornece sistemas de gestão e automação para óticas. Forneço
serviços de ajustes no WordPress e também de hospedagem e suporte.
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Arteblog é uma revista online de artesanato e faça-você-mesmo. Existe
desde 2006 e já respondeu dúvidas de milhões de visitantes. Criei o
site, o layout, parte do conteúdo, enfim, de tudo um pouco. É um projeto
que muito me orgulha e segue em paralelo com meus outros negócios. No
Facebook já conta com mais de 350
mil fãs. https://www.arteblog.net
O Guia Governo surgiu para ajudar as pessoas a navegarem na burocracia
estatal. São notícias, dicas e centenas de dúvidas respondidas sobre
previdência e assuntos correlatos. Criei o site e o conteúdo é produzido
pelo meu pai. https://guiagoverno.com
VideoStories é uma plataforma para criação de vídeos sociais em escala.
Os vídeos curtos com informações escritas tomaram conta das redes
sociais por serem rápidos e interessantes. Idealizei o produto desde o
início, produzi o design do mesmo e também o programei utilizando uma
api em PHP no backend e frontend em vuejs. Atualmente está
numa fase de pré-lançamento com alguns usuários rodando suas estratégias
de vídeo. https://videostories.co
Parece brinks (gíria para brincadeira) mas é a vida real.
Façamos uma breve comparação para verificar a diferença entre os dois
países neste quesito: aqui no Brasil, em Porto Alegre, no ano de 2010,
uma empresa de segurança resolveu simular um assalto ao seu próprio
estabelecimento, para verificar se os seus empregados estavam
adequadamente treinados para a situação. Os “atores” entraram na
empresa encapuzados, portando armamento verdadeiro e intimidaram
violentamente os empregados com gritos e ameaças, os quais,
apavorados, não sabiam que se tratava de um “treinamento”. Uma das
empregadas, tendo sofrido grande estresse emocional, processou a
empresa e recebeu à título de danos morais, na Justiça do Trabalho, o
valor de cinco mil reais (TRT 4a. Região, 0000772-37.2013.5.04.0012,
autora Michele Diniz Costa, réu Brink’s Segurança e Transporte de
Valores Ltda.). Na Califórnia, em 2011, um supervisor de segurança
de uma empresa na região de Bakersfield teve a mesma “brilhante
ideia”: simulou um assalto à própria empresa, para ver se uma
empregada que lidava com numerário estava preparada para adotar as
medidas de segurança corretas. Ele entrou na empresa com uma máscara
de mergulho e disse que estava armado (embora não portasse arma
alguma). A empregada, que não sabia do experimento, ficou
traumatizada e processou o empregador. Condenação da Justiça do Estado
da Califórnia: 360 mil dólares (Lee v. West Kern Water District et
al.. California, Kern County Superior Court, S-1500-CV-277481). De:
A Reforma Trabalhista e o Sonho
Americano