
Como todo adolescente normal, eu era frustrado quanto as mulheres. Não bastasse meu próprio corpo e pior, minha cabeça, passando por transformações explosivas, ainda tinha que tentar entender as mulheres e o porque de me sentir atraído por algumas em especial. Jamais tive uma paixão correspondida, o que me faz até hoje cuspir em todos os clichés de amor, e aprendi tarde a namorar (o que tanto não importa agora).
Tudo o que fui é o que sou e o que vou ser, se eu me arrepender de qualquer coisa do passado meu presente será automaticamente depreciado e a posibilidade de deprimir-se com isso é gigante. Tento acreditar que a vida não tem dessas coisas de bem ou mal, deus ou diabo, você simplesmente vive. As coisas vão acontecendo e temos pouco controle sobre tudo.
Já dormi ao lado de princesa para acordar ao lado de abóboras, o efeito mágico do álcool quando entra em nossas vidas é coadjuvante de fatos que viram história, e alguns, lendas. Conheci algumas garotas bonitas, mas as pontas de paixão eram logo deixadas pro vento, e lá estava eu novamente imerso na minha ideologia contra ideologias, racionalismo é vida, essas coisas de rebeldes sem causa. A maior parte mesmo foram garotas “não-bonitas”, que também perdidas nesse mundo que não reage da forma como mostram nos filmes, aceitavam um tempinho de prazer e diversão. Devidamente descartado no outro dia juntamente com a sacola de lixo onde estavam as camisinhas usadas.
Como disse, se arrepender do passado é um mero reflexo de um presente inóspito aos teus sentimentos, é um dia frio que te faz ver universos paralelos nos quais você brinca, em águas quentes dos trópicos, com uma garota linda (não esquecer que nestes sonhos nosso corpo é a perfeição grega de beleza). Ainda não sei qual vem primeiro, se o sonho ou se o arrependimento.
E os sonhos também tem jurisdição no futuro, por isso são poderosos. Desde a minha adolescência sonhava em ser independente, ter uma vida interessante e conhecer meninas legais. Aí cresci e tenho nas minhas mãos dois filmes: um me mostra realizado, feliz, independente, conheci meninas legais e várias vezes sob a garoa parei meu carro em respeito a um sinal vermelho ouvindo músicas inebriantes. E n’outro estou preocupado com meu futuro, sem saber se realmente sou independente, que conheci garotas estranhas, quando fiz coisas que não deveria, no carro sob a garoa, entristecido por ter pensado que meus sonhos eram tudo o que eu precisava.
Não sei, enfim, se as meninas dos meus sonhos existem, ou se meus sonhos novamente não são o que eu preciso de verdade. Talvez aqueles chiclês de amor em filmes alternativos sejam um saída, afinal, é a vida.
fevereiro 26, 2010
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E agora, o que fazer? A) Mestrado. B) Nada. C) Trabalhar para uma grande empresa.
2009-12-17T15:21:35.000Z

Idéias geniais só tem quem é gênio. E a modéstia nem precisa ficar a parte, porque não tenho: sou um gênio. Minha genialidade é tamanha que resolvi vender pedra. Pensei comigo, vou encontrar um jeito de empurrar isso para a galera comprar, como tenho idéias fodas de Marketing e sou formado em Administração de empresas pela UNISCNA vou conseguir fazer com que as pessoas comprem algo que não vai melhorar a vida delas em nada. Precisava de um fornecedor. Visitei algumas pedreiras nas proximidades da cidade em que tenho residência. Em todas analisava o histórico da empresa, observava como os funcionários estavam vestidos, os termos que todos proferiam, a documentação, se tinha ou não iniciativa de aumentar a capacidade instalada e principalmente: a biografia do Presidente. Fiz uma tabela no Microsoft Excel na qual listei para cada empresa as características que observei, imprimi em várias folhas e grudei elas no meu quadro negro no qual fazia anotações e simulações da logística. Resolvi que precisava antes de tudo escolher os parceiros de negócios, somente então teria capacidade de escolher o melhor fornecedor. Escolhi os parceiros que melhor se encaixavam nas minhas necessidades de embalagem, distribuição e segurança. Além disso contratei uma acessoria jurídica. Com quase tudo definido escolhi os locais dos primeiros PDV\’s e negociei o aluguel dos mesmos através do pessoal do jurídico. Assim eu já estava habilitado a escolher o fornecedor, abaixo listo os stakeholders: FORNECEDOR: Quality&Best Serviços Terceirizados LTDA Contato: Pablo Escobar Julian EMBALAGEM: Rodriguinho, Miúdo e Valdilesca. SEGURANÇA: Cotoco, Flavio Capeta, Jurandir, Zão e Bininho. ACESSORIA JURÍDICA: Rolandro Silva, na PM. Doutor Roberto, na CIVIL. DISTRIBUIÇÃO: Lulinha (aviãozinho); Rafinha (aviãozinho); Quitinho (aviãozinho). Ficarei milionário! __ foto: aeu04.
2009-07-25T17:06:26.000Z

Bem na horinha que entrei no elevador tive uma iluminação: sou eu quem está fazendo um favor, ao escrever no novo-MUNDO, e não os leitores, em seu ato de ler, comentar e acompanhar o blog. A lógica [do petrefiolismo] completa a respeito deste insight é infinitamente mais humilde do que está parecendo. De qualquer modo, este pensamento foi uma repensada a respeito do blog, e acho, mais uma vez, que encontrei um caminho para tornar isso aqui um site melhor para o ecossistema interwebs. Outro pensamento que me ocorreu num destes dias foi a respeito do tempo ocioso e chato, que existe quando se troca uma roupa. Olhando em médio-macro, o tempo não é ocioso porque você terá ao final de um ato, trocado de roupas. Mas se pensar no médio-micro da situação, enquanto você troca a roupa, o tempo se estende por infinito+1. E este tempo é ocioso. Mais um exemplo é o tempo em que passamos dentro do elevador. Você terá subido, ou descido, ao final daquele tempo. Mas no ínterim estará em um infinito de tempo ocioso em que a única utilidade, por mais que você escreva um sms, por mais que você arrume a roupa e o cabelo no espelho, por mais que você risque a parte metálica da porta com a chave, esse tempo do elevador que será infinito e ocioso terá sua única utilidade em ser, invariavelmente, inundado por pensamentos. Pensamentos geram pensamentos. Sinapses e neurônios trabalhando juntos para mais um sistema em looping no universo. Meu professor de Ergonomia da Informação não se restringe a explicar o que é, quais os autores proeminentes e como fazer um trabalho de Ergonomia de Informação. Ele vai além e explica a origem das palavras que pertencem à disciplina, e então conta histórias, conta teorias, e diz que algumas pessoas têm visão atolada (bitolada) (tritolada?) comparando-as com \”colocar em uma sala redonda e mandar cagar no canto\” (também estou tentando entender a relação até hoje), etc. O importante é que no último texto ele falou sobre os neurônios e as sinapses. Eu já tinha ouvido algo sobre o assunto em algum Discovery Channel da vida, mas é sempre bom ser lembrado do quão impressionante é o cérebro. E aquele primeiro pensamento que expliquei no texto, que me ocorreu no elevador, é resultado de toda a minha vida. E mais recente, da leitura de um texto escrito pelo Cardoso sobre o twitter. O twitter quase matou meu blog também. Para fechar, digo que aquele pensamento aconteceu comigo no papel de leitor. Que eu gosto de ler blogs, e que gostaria de ver cada vez mais blogs espetaculares como o Nimias Cosas Mínimas, e tantos outros que pintam por aí. Porque estes blogs afetam os neurônios, e tornam o meu tempo ocioso chato, em ocioso produtivo interessante. __ foto: rucativava.
2009-04-22T16:56:59.000Z
Vou saltar de pára-quedas no domingo. Só falta passar nas avaliações (escrita e simulado) nas quais serão cobrados os conhecimentos relacionados ao básico do esporte. E pela primeira vez em quatro anos eu sinto que novamente minha vida está em minhas mãos.
Estudei a respeito do equipamento, a respeito das checagens antes e durante o salto, as anomalias que podem acontecer e principalmente o procedimento de emergência para a abertura do pára-quedas reserva. Esta atividade colocou-me em uma posição de lucidez impressionante, é como se meu ego estivesse dormindo e apenas o verdadeiro eu estivesse no comando. É como se fosse uma concessão do ego à razão para continuarmos vivos.
Talvez seja isso que eu precise para voltar ao comando, para colocar em prática todos os meus planos, para não fugir dos problemas que aparecem. Para viver responsavelmente e não cometer erros bestas que tem me puxado para baixo.
agosto 27, 2009
Quando ganhei um vídeo game Super Nintendo com o jogo Super Mario World 3 eu tinha por volta de 6 anos de idade, e tinha empenho. Eu passava todas as fases do jogo, jogava várias vezes num mesmo level para encontrar a chave, encontrar novos caminhos, etc.
Hoje eu tenho 21 anos, sei lá onde está o meu velho Super Nintendo, tenho um Wii e um Playstation3. Mal jogo estes dois, me falta vontade. E qual a ligação com o Super Nintendo? Usei esse fato para entender a falta de vontade com a qual tenho me deparado na minha vida. Me finjo de morto para que a vida não venha me chutar, entretanto, a vida parece contrariar o ditado, e dia após dia, chuta este cachorro morto.
Os problemas chegam por todas as vias que permanecem abertas. Qualquer contato com o mundo é um caminho para chegar um e-mail, um telefonema, um cabo quebrado, uma preocupação, uma garota maluca, um carro com problemas, um controle sem baterias, um erro na custódia, um erro no débito do cartão de crédito, um dente quebrado, e a lista poderia se estender por dezenas de linhas.
Vou saltar de paraquedas. Pelo menos é o que já teria feito, por culpa de problema atrás de problema que foram aparecendo acabou não rolando. É estranho, mas tenho esperança neste salto, estou colocando significado nele, nada a ver com medo, e sim com o resto de superstição da minha mente sem fé. Talvez minha vida esteja dependendo de um salto também, um que mude a forma como eu encaro os problemas. Quem sabe assim o marasmo morre e eu boto um murro na cara da vida.
Faz tempo que uma decisão foi tomada em uma curva, talvez agora seja a hora da próxima decisão, e talvez ela aconteça em queda livre.
agosto 22, 2009