![Avatar]![]()
Assisti Avatar no IMAX, e mesmo antes do fim do filme, antes da sua metade, já o odiava completamente. A história é ruim, os personagens são péssimos e a \”mensagem\” passada pelo filme é ridícula. James Cameron usou-se simplesmente do marketing para levar milhões de pessoas aos cinemas, que contemplaram um dos maiores pedaços de merda cinematográfica já produzidos. Assisti Grizzly Man e próximo do fim do filme já pensava em um paralelo entre ele e Avatar. Grizzly Man conta a história REAL de Timothy Treadwell, um ambientalista estranho que teve um lixo de vida comum até se descobrir como amante dos ursos pardos do Alaska, para onde viajou por 13 verões, e nos últimos filmou mais de 100 horas de sua vida em meio a um dos animais mais selvagens da natureza. O que a história de Avatar tem em comum com a história de Timothy?
![Grizzly
Man]
Avatar insistiu em passar uma ligação da natureza com os seres que a habitam, usou-se de símbolos exageradamente explícitos (como o cordão que sai do cabelo dos Na\’vi) para elucidar seu ponto de vista: todos os seres fazem parte da natureza, sendo esta natureza divina por permitir a vida de todos os seres. Aproveitando a liquidação no brechó dos clichês, James Cameron resolveu colocar uns militares mercanários expressando o lado malígno do ser humano, é a luta do bem o de mal. Não consigo me abster de comentar os péssimos papéis desempenhados pela força mercenária em Avatar, vai contra a realidade de uma forma bizonha. É falta de respeito da hierarquia, é coronel no estilo rambo que não responde a ninguém, péssimo uso dos recursos bélicos, e tudo mais. Aliado desse péssimo ponto no filme, está o abuso de recusos visuais no planeta Pandora, em que o chão parece um daqueles caros tapetes de dança, que brilham onde são pisados. Totalmente desnecessário. Em resumo, Avatar não passa de mais uma cara propaganda Democrata contra a estereotipada ideologia Republicana. Na verdade Avatar não está alí para passar uma lição sobre vida e natureza, se quer ver isso, assista Grizzly Man. O diretor Werner Herzog usou as imagens que Timothy fez nos verões do Alaska, vivendo em meio aos ursos pardos, para mostrar como é misterioso o caminho que algumas pessoas decidem tomar para suas vidas, e como diz Herzog (que narra o filme) mostrar a própria natureza humana. Não é um filme sobre natureza selvagem, e sim sobre a própria natureza humana e a forma como não nos relacionamos com ela. As imagens de Timothy impressionam não só pela beleza estética das regiões remotas do Alaska, elas são carregadas de significado, como na cena em que uma raposa está brincando em cima da barraca de Timothy. Vejo, portanto, Grizzly Man como sendo um filme bem sucedido na tarefa de mostrar a natureza em sua forma pura e divina, sem qualquer ideologia estereotipada. A morte de Timothy Treadwell, comido por um urso, é, não o final da sua jornada, mas a continuidade, e é como Treadwell se torna parte completa da natreza que tanto amou, que no final lhe trouxe uma paz por meio irônico mas esperado. A dica é: fuja de Avatar, e se possível assista Grizzly Man, um ótimo filme que se torna especial por sua história ser real, assim como Into the Wild (2007), que provavelmente a maioria dos leitores deste blog já assistiu.
2010-02-16T16:25:02.000Z
Todos os dias tudo previsível, como era, está. Tudo igual ao que aconteceu ontem, e antes. Não quero dormir, para não acordar nestes mesmos dias.
abril 25, 2010
Não consigo dormir. Minha boca e nariz secam tão rápido com a respiração que posso sentir o gosto do frio que está agora em Curitiba. As coisas não andam tão bem quanto aparentam. Sempre uma questão de aparência/realidade, o mundo não passa de aparências, e daí o conflito das coisas que realmente são e acontecem. Quero culpar o sal da comida, culpar o dia exaustivo, os problemas de trabalho, mas sei que não são estas coisas as quais perambulam pela minha cabeça me deixando preocupado. Sei que não é A, porém não sei se é B, ou C, ou D, e por aí até faltar letras.
Sei que encontro um pouco de paz no aprendizado, mas não consigo aprender o quanto eu gostaria. A disciplina que me falta talvez seja a causa de boa parte da minha angústia.
Os minutos passam, já vai ser completa a primeira hora de sono perdido. Pressa no trânsito, e aqui na cama o que sinto é o frio, angústia, frustração e a boca seca. E a água não resolve.
Não consigo dormir pensando em tudo, pensando no futuro. Pensar no futuro foi, até um tempo, combustível para aprender, para ter vontade que fizesse livros serem folhetos em minhas mãos tão rápido era minha completa leitura deles.
E ninguém resolve. Ninguém ajuda. Alguém tem que resolver? Ajudar? Por que tanto acho que como eu faço com relação às pessoas é como elas tem de fazer para mim? Por que insisto em ser bom, mesmo não parecendo. Aparências novamente.
A falta de vontade me prende. Tudo dói, sem cortes, sem dores, mas dói.
Conversar. Por que é difícil para as pessoas verem que é uma simples conversa do que eu preciso, cadê a amizade que falam por aí. Problemas, tudo traduzem em problemas. Se o mundo está correndo, e você não acompanha, o problema é seu. Faz tanto tempo que não sinto uma ponta sequer de amizade, e incrível, estou cercado de amigos.
Preciso escrever mais, escrever me ajuda a respirar, ajuda a pensar.
Preciso parar de correr. Corri tanto que muitas das coisas importantes ficaram para trás.
Preciso de tempo para pensar e me concentrar nas coisas que me são importantes.
Preciso de uma conversa.
O único laço de felicidade, o que me faz não esquecer de como é viver de verdade, é ela.
maio 28, 2010
Como todo adolescente normal, eu era frustrado quanto as mulheres. Não bastasse meu próprio corpo e pior, minha cabeça, passando por transformações explosivas, ainda tinha que tentar entender as mulheres e o porque de me sentir atraído por algumas em especial. Jamais tive uma paixão correspondida, o que me faz até hoje cuspir em todos os clichés de amor, e aprendi tarde a namorar (o que tanto não importa agora).
Tudo o que fui é o que sou e o que vou ser, se eu me arrepender de qualquer coisa do passado meu presente será automaticamente depreciado e a posibilidade de deprimir-se com isso é gigante. Tento acreditar que a vida não tem dessas coisas de bem ou mal, deus ou diabo, você simplesmente vive. As coisas vão acontecendo e temos pouco controle sobre tudo.
Já dormi ao lado de princesa para acordar ao lado de abóboras, o efeito mágico do álcool quando entra em nossas vidas é coadjuvante de fatos que viram história, e alguns, lendas. Conheci algumas garotas bonitas, mas as pontas de paixão eram logo deixadas pro vento, e lá estava eu novamente imerso na minha ideologia contra ideologias, racionalismo é vida, essas coisas de rebeldes sem causa. A maior parte mesmo foram garotas “não-bonitas”, que também perdidas nesse mundo que não reage da forma como mostram nos filmes, aceitavam um tempinho de prazer e diversão. Devidamente descartado no outro dia juntamente com a sacola de lixo onde estavam as camisinhas usadas.
Como disse, se arrepender do passado é um mero reflexo de um presente inóspito aos teus sentimentos, é um dia frio que te faz ver universos paralelos nos quais você brinca, em águas quentes dos trópicos, com uma garota linda (não esquecer que nestes sonhos nosso corpo é a perfeição grega de beleza). Ainda não sei qual vem primeiro, se o sonho ou se o arrependimento.
E os sonhos também tem jurisdição no futuro, por isso são poderosos. Desde a minha adolescência sonhava em ser independente, ter uma vida interessante e conhecer meninas legais. Aí cresci e tenho nas minhas mãos dois filmes: um me mostra realizado, feliz, independente, conheci meninas legais e várias vezes sob a garoa parei meu carro em respeito a um sinal vermelho ouvindo músicas inebriantes. E n’outro estou preocupado com meu futuro, sem saber se realmente sou independente, que conheci garotas estranhas, quando fiz coisas que não deveria, no carro sob a garoa, entristecido por ter pensado que meus sonhos eram tudo o que eu precisava.
Não sei, enfim, se as meninas dos meus sonhos existem, ou se meus sonhos novamente não são o que eu preciso de verdade. Talvez aqueles chiclês de amor em filmes alternativos sejam um saída, afinal, é a vida.
fevereiro 26, 2010
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E agora, o que fazer? A) Mestrado. B) Nada. C) Trabalhar para uma grande empresa.
2009-12-17T15:21:35.000Z

Idéias geniais só tem quem é gênio. E a modéstia nem precisa ficar a parte, porque não tenho: sou um gênio. Minha genialidade é tamanha que resolvi vender pedra. Pensei comigo, vou encontrar um jeito de empurrar isso para a galera comprar, como tenho idéias fodas de Marketing e sou formado em Administração de empresas pela UNISCNA vou conseguir fazer com que as pessoas comprem algo que não vai melhorar a vida delas em nada. Precisava de um fornecedor. Visitei algumas pedreiras nas proximidades da cidade em que tenho residência. Em todas analisava o histórico da empresa, observava como os funcionários estavam vestidos, os termos que todos proferiam, a documentação, se tinha ou não iniciativa de aumentar a capacidade instalada e principalmente: a biografia do Presidente. Fiz uma tabela no Microsoft Excel na qual listei para cada empresa as características que observei, imprimi em várias folhas e grudei elas no meu quadro negro no qual fazia anotações e simulações da logística. Resolvi que precisava antes de tudo escolher os parceiros de negócios, somente então teria capacidade de escolher o melhor fornecedor. Escolhi os parceiros que melhor se encaixavam nas minhas necessidades de embalagem, distribuição e segurança. Além disso contratei uma acessoria jurídica. Com quase tudo definido escolhi os locais dos primeiros PDV\’s e negociei o aluguel dos mesmos através do pessoal do jurídico. Assim eu já estava habilitado a escolher o fornecedor, abaixo listo os stakeholders: FORNECEDOR: Quality&Best Serviços Terceirizados LTDA Contato: Pablo Escobar Julian EMBALAGEM: Rodriguinho, Miúdo e Valdilesca. SEGURANÇA: Cotoco, Flavio Capeta, Jurandir, Zão e Bininho. ACESSORIA JURÍDICA: Rolandro Silva, na PM. Doutor Roberto, na CIVIL. DISTRIBUIÇÃO: Lulinha (aviãozinho); Rafinha (aviãozinho); Quitinho (aviãozinho). Ficarei milionário! __ foto: aeu04.
2009-07-25T17:06:26.000Z

Bem na horinha que entrei no elevador tive uma iluminação: sou eu quem está fazendo um favor, ao escrever no novo-MUNDO, e não os leitores, em seu ato de ler, comentar e acompanhar o blog. A lógica [do petrefiolismo] completa a respeito deste insight é infinitamente mais humilde do que está parecendo. De qualquer modo, este pensamento foi uma repensada a respeito do blog, e acho, mais uma vez, que encontrei um caminho para tornar isso aqui um site melhor para o ecossistema interwebs. Outro pensamento que me ocorreu num destes dias foi a respeito do tempo ocioso e chato, que existe quando se troca uma roupa. Olhando em médio-macro, o tempo não é ocioso porque você terá ao final de um ato, trocado de roupas. Mas se pensar no médio-micro da situação, enquanto você troca a roupa, o tempo se estende por infinito+1. E este tempo é ocioso. Mais um exemplo é o tempo em que passamos dentro do elevador. Você terá subido, ou descido, ao final daquele tempo. Mas no ínterim estará em um infinito de tempo ocioso em que a única utilidade, por mais que você escreva um sms, por mais que você arrume a roupa e o cabelo no espelho, por mais que você risque a parte metálica da porta com a chave, esse tempo do elevador que será infinito e ocioso terá sua única utilidade em ser, invariavelmente, inundado por pensamentos. Pensamentos geram pensamentos. Sinapses e neurônios trabalhando juntos para mais um sistema em looping no universo. Meu professor de Ergonomia da Informação não se restringe a explicar o que é, quais os autores proeminentes e como fazer um trabalho de Ergonomia de Informação. Ele vai além e explica a origem das palavras que pertencem à disciplina, e então conta histórias, conta teorias, e diz que algumas pessoas têm visão atolada (bitolada) (tritolada?) comparando-as com \”colocar em uma sala redonda e mandar cagar no canto\” (também estou tentando entender a relação até hoje), etc. O importante é que no último texto ele falou sobre os neurônios e as sinapses. Eu já tinha ouvido algo sobre o assunto em algum Discovery Channel da vida, mas é sempre bom ser lembrado do quão impressionante é o cérebro. E aquele primeiro pensamento que expliquei no texto, que me ocorreu no elevador, é resultado de toda a minha vida. E mais recente, da leitura de um texto escrito pelo Cardoso sobre o twitter. O twitter quase matou meu blog também. Para fechar, digo que aquele pensamento aconteceu comigo no papel de leitor. Que eu gosto de ler blogs, e que gostaria de ver cada vez mais blogs espetaculares como o Nimias Cosas Mínimas, e tantos outros que pintam por aí. Porque estes blogs afetam os neurônios, e tornam o meu tempo ocioso chato, em ocioso produtivo interessante. __ foto: rucativava.
2009-04-22T16:56:59.000Z