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  • Matando Por Si Seria Um Titulo Bem Melhor

    No post anterior falei de um filme mas recomendei que não assistam, por isso resolvi contar sobre um outro filme que assisti e que gostei, e recomendá-lo para vocês. [caption id=\"attachment12975\" align=\"alignnone\" width=\"300\"][![Orra Brad Pitt, que filme foda, cara!]<img src=”http://workeerh.com/wp-content/uploads/2012/12/KillingThemSoftlyposter.jpeg” alt=”” />] Orra Brad Pitt, que filme foda, cara![/caption] Killing Them Softly (2012), no Brasil traduzido para O Homem da Máfia (tradução extremamente fraca, perde muito contexto). Sinopse, do Adoro Cinema:

    Nova Orleans. Um assalto a um jogo de pôquer ilegal, cujos participantes eram integrantes da máfia, abala o submundo do crime. O matador profissional Jackie Coogan (Brad Pitt) logo é contratado para investigar o caso, já que os chefões da máfia desejam que os responsáveis sejam punidos, mas sem estardalhaço. Entretanto, a hesitação de alguns dos participantes coloca a situação ainda mais fora de controle. Dirigido por Andrew Dominik (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford) e com Richard Jenkins, Ray Liotta e James Gandolfini no elenco.

    Vi o trailer: história com armas, máfia e Brad Pitt sendo fodão. Vamos ver. Começa sem contexto e te deixa perdido, mas não perde a linha em nenhum momento. Aos poucos você vai capturando detalhes e sabe que existem mafiosos que jogam cartas, existem ladrões que roubaram os mafiosos, e existem contratados pelos mafiosos para resolver o problema do assalto. Até aí é fácil, fica desafiador quando o elemento da crise financeira americana entra no jogo – se ouve em vários momentos, num rádio ou numa TV ao fundo da cena, os discursos de George W. Bush sobre o crash de 2007. É quando você precisa dar nome aos bois para saber que o filme faz um paralelo com os agentes financeiros, com os interventores do governo e com os bancos que foram gananciosos além do que o sistema aguentava. A partir daí, amigo, o filme se torna uma delícia. E sabe o que é melhor? A última cena, assim como em Margin Call, é um brinde àqueles que saborearam e entenderam o filme, e que, por trabalhar com verdades, concordam plenamente.

    2012-12-15T18:20:56.000Z

    December 15, 2012
  • O Conto Da Crise Vindoura

    Um dia ouvi uma história interessante: Existia um pai que tinha um carrinho de vender cachorro quente. Querendo uma vida melhor para seu filho, ele trabalhou sem descanso, fazia o melhor cachorro quente da cidade. O filho estudou administração e se formou. O pai dele ficou orgulhoso. Aí o filho começou a analisar o negócio do pai dele, e preocupado com a crise econômica, falou que o pai deveria cortar os gastos para sobreviver nos tempos ruins que viriam. O pai, sem estudo, obviamente aceitou, e parou de comprar o pão mais caro, trocou a salsicha por uma de preço mais baixo e tirou seus molhos especiais. O movimento começou a cair. O pai começou a ficar preocupado e dava graças por ter escutado o filho, porque a crise tinha chego. A cada dia vendia menos, e então tentava comprar um pão de menor qualidade ainda, mais barato. Os clientes sumiram, e ele faliu. Dizia para todos que seu filho tinha razão, que a crise destruiu seu negócio. Ainda bem que deu estudo ao filho, pensava. Mal sabia ele que ao cortar a qualidade dos seus produtos, destruía as chances de sobrevivência do seu negócio.

    2012-12-05T10:57:27.000Z

    December 5, 2012
  • Dinheiro Ou Armas O Que Vale Mais

    O que vale mais: armas ou dinheiro? Em que ponto da economia é possível ligar estas duas coisas, e qual é o paralelo do poder do dinheiro e do poder das armas. Nesse post você vai ler porque os EUA estão muito longe de estarem encrencados com todas as dívidas e crises econômicas que estão nas mãos. Não tenho apoio bibliográfico para o que vou dizer, é produto apenas das minhas ideias, que angariando novos dados e argumentos, dá passos rumo a melhor compreensão do mundo. Se você não concorda e tem seus argumentos, joga nos comentários e vamos discutir o assunto.

    Dinheiro

    O dinheiro é um pedaço de papel em que todos confiam e acreditam. A crença no dinheiro é maior do que a crença em Deus. Leve uma maleta cheia de dólares para qualquer canto do mundo e você poderá comprar comida, objetos, etc. Dinheiro é, de fato, uma moeda de troca baseada na confiança. Confiança em quem? Nos governos! Somente acreditamos no dinheiro porque o governo – em última análise, a instituição país – diz que aquilo tem o determinado valor para troca por mercadoria e serviços. A materialização mais óbvia dessa confiança são os títulos de dívidas pelos quais os governos financiam sua manutenção e crescimento. No cenário de hoje, temos numa ponta os países que tem total confiança dos investidores internacionais (donos de muito dinheiro) e na outra os países de governos desestabilizados, como as ditaduras assassinas no continente africano (e a Argentina hahaha). A confiança nos governos é medida através da sua capacidade de pagar as dívidas e honrar acordos. Como qualquer coisa mensurável, isso também gerou um índice que é medido e definido de diversas formas por diversas agências de crédito especializadas. Uma das agências é a Standart & Poor\’s, no gráfico a seguir podemos ver a classificação da S&P a respeito dos principais países do mundo: Recentemente os Estados Unidos foram rebaixados do nível AAA para o AA devido a crise econômica deflagada em 2008 pelo crash do setor imobiliário e financeiro. O Brasil vem escalando o ranking e recentemente alcançou o nível BBB. As notas da S&P levam em consideração muitas variáveis e não é o intuito desse post comentá-las. Quero apenas demonstrar que diferentes países tem diferentes capacidades pagadoras diretamente relacionadas ao nível de confiança em sua situação econômica atual. Isso quer dizer, na prática, que a moeda do país ou do bloco econômico é lastreada unicamente pela confiança percebida. O lastro do dinheiro, até 1971, era o ouro. Isso significava que para cara dólar impresso pelo governo dos EUA, havia uma quantia em ouro equivalente nos cofres do tesouro. E todas as outras moedas do mundo eram lastreadas através de câmbio flutuante (ou não) pela cotação do dólar (como ainda é nos dias de hoje). Em 1971 devido a necessidade de aumentar o endividamento por causa da guerra no Vietnã, o presidente Richard Nixon quebrou o acordo Bretton Woods, acordo esse que havia definido o lastro do dólar ao ouro e das outras moedas ao dólar. A partir daí, o que segura o dinheiro é a confiança dos investidores na capacidade dos governos de honrarem seu compromisso de pagamento. Ou seja, chegamos novamente à mesma conclusão: o lastro do dinheiro é a confiança.

    Armas

    Os Estados Unidos da América depois da Segunda Guerra Mundial adotaram uma política rotulada de imperialista por diversos estudiosos. Consiste basicamente em impor sua vontade ao resto do mundo. Suas empresas se espalharam pelo planeta vendendo seus produtos e coletando recursos como petróleo, sua cultura foi disseminada com ajuda do cinema, e sua tecnologia mais desenvolvida permitiu mais eficiência em qualquer campo de trabalho humano. Esses movimentos são até anteriores à II Guerra, mas depois dela se intensificaram drasticamente. A única grande oposição contra a vontade dos EUA veio da União Soviética entre o fim da II Guerra e o fim da URSS, período conhecido como Guerra Fria, no qual o mundo bi-polarizado por duas forças atômicas vivia em constante ameaça de um apocalipse nuclear. Após a queda da URSS em 1991, o caminho ficou livre para o Tio Sam continuar a expansão de seu mercado e ideias. Então a contínua expansão de mercado, busca por riqueza, e propaganda ideológica norte americana continuou sem tréguas. O desenvolvimento econômico foi explosivo, e apesar de algumas pequenas crises mundiais, o mundo seguiu num período de intenso crescimento. A tecnologia – criada e gerenciada majoritariamente pelos Estados Unidos – elevou a humanidade para um próximo passo, o da comunicação instantânea, e consequentemente, da globalização. Tal crescimento não poderia se sustentar para sempre. É como alguém caminhando sem parar por dias, em algum momento ela terá que parar e sofrer com as bolhas em seus pés. Foi isso que aconteceu com os EUA, o boom econômico chegou a um período de forçada correção, a gota d\’água foi a crise de 2007. Até hoje os reflexos na economia e modo de vida americanos são muito visíveis. O resto do mundo também foi forçado a se corrigir: Grécia e Espanha são os exemplos mais vivos desse movimento. Porém, algo que os Estados Unidos fizeram durante este longo período de crescimento faz com que seu posto de liderança no mundo esteja assegurada: tecnologia militar. Ano passado os Estados Unidos gastaram mais de 711 bilhões de dólares com suas forças militares. O segundo lugar no ranking de gastos militares foi a China, com 143 bilhões. Isso mesmo, quase CINCO vezes menos. Saiba que se somados a China e os oito países seguintes do ranking ainda assim não se alcança a soma do orçamento militar dos EUA. A posição de liderança militar dos EUA no mundo é incontestável. Além disso, sua relação de amistosidade com outros grandes jogadores (China, Inglaterra, Rússia, Israel, França, Alemanha, Índia e Paquistão) garante a mais absoluta força bruta necessária para conter qualquer ameaça.

    Quem pega o bife? O dono do dinheiro ou o dono do rifle?

    Coloquemos uma situação hipotética: existem apenas duas pessoas em uma arena, de um lado João com muito dinheiro no bolso, do outro lado José com um rifle carregado – e ele sabe atirar. Ambos precisam comer alguma coisa para não morrer de fome nos próximos minutos. No centro existe um belo pedaço de carne pronta para o consumo, que irá garantir somente a vida de um deles – é impossível dividir. Quem irá sobreviver? O dono do rifle ou o dono do dinheiro? Certamente em uma situação em que não há outro acordo possível senão a guerra e a sobrevivência – o mais inato dos instintos humanos – quem iria sair vivo da disputa seria José com sua arma, porque faria da sua vontade de sobreviver a vencedora. É claro que o mundo não é uma arena com dois jogadores e com apenas um pedaço de bife. Temos recurso suficiente para a sobrevivência de todos e temos espaço para todos. E é claro, também, que o ser humano se move com muito mais motivos do que apenas a sobrevivência. Assegurada a sobrevivência, busca o conforto, confortável, busca a supremacia, e assim em diante. E neste cenário de complexidade podemos ligar os pontos: dinheiro e armas. Em quem você apostaria na situação que foi descrita, no endinheirado e desarmado João, ou no armado e agressivo José? Bingo! Apesar de toda a crise que os EUA estão sofrendo, eles ainda são o José do nosso mundo. O Oriente Médio pode ter o recurso energético, o Brasil pode ter a água potável, a China pode ter a maior população e assim em diante. Entretanto, numa situação de necessidade, quem vai prevalecer é quem tem o rifle na mão, é quem pode ASSEGURAR sua SOBREVIVÊNCIA. O lastro do dinheiro é o poderio militar dos Estados Unidos da América. __ Se você gostou do post, recomende para seus amigos no Facebook e no Twitter. E deixe seu comentário rebatendo meus argumentos, pedindo mais detalhes sobre algum ponto ou sugerindo um assunto para um próximo post. Obrigado! __

    Links Recomendados para quem se interessa pelo assunto:

    Extreme Money – Satyajit Das: resenha de um livro publicado pela respeitada FT Press que discorre sobre dinheiro, sobre como a crise foi formada nos EUA e seus efeitos pelo mundo. The Century of Self: está no final do post indicado – legendado. É um documentário premiado da BBC que mostra como o sobrinho de Freud usou as ideias do tio para implantar o consumismo nos EUA. Interessante destacar como somos movidos pelos poderes da agressividade e do sexo, que moram em nosso inconsciênte. Orçamento Militar atual por país: lista dos países por orçamento militar. É claríssimo o aumento do gasto militar em todas as nações, principalmente da China, em 4 anos quase dobrou.

    2012-07-18T12:08:09.000Z

    July 18, 2012
  • A Nossa Vida E Breve Uma Pequena Memoria

    Nossa vida passa tão rápido quanto um cumprimento de “Feliz Ano Novo” e este é o tempo em que tudo acontece. Tudo de bom e de ruim, escolhas e destino. Um pequeno fato percebido não por mim, mas pela pessoa que começou a compartilhar o tempo comigo, me trouxe a esta breve reflexão de como as coisas são.

    Talvez o tempo passe tão rápido porque percebemos o tempo de forma não linear. Lembramos de fatos aqui e alí e não em uma linha. Não precisamos lembrar de ontem para lembrar de antes de ontem. Assim, a distância entre um e outro ano não existe nas lembranças, são apenas fatos diferentes, mas não estão distantes uns dos outros.

    A distância que também é geográfica não interfere nas lembranças, os dias que você passa no Brasil ou em outro país ficam marcados no mesmo lugar da sua memória. Seja em Paris, Rio de Janeiro ou Tókio, o que muda no âmbito das memórias são os fatos.

    Depois de expor estas ideias posso dizer o que sucedeu. O último dia do ano de 2010 estive em Santiago, no Chile. E lá passei a tão simbólica virada do ano em uma praça, vendo os fogos depois de ter comido cachorro quente de posto de gasolina como ceia. Após o começo dos fogos, todo mundo comemorou com seus familiares, cumprimentaram os que estavam próximos, e então, todas as pessoas foram até os policiais que estavam alí organizando o trânsito e cuidando da segurança, para cumprimentá-los como se fossem da família.

    No último dia do ano de 2011 passei em Balneário Camboriú, no Brasil. O clima não colaborou em nada, muito vento e chuva. Mas todos foram até a praia ver os fogos. Todo mundo na praia comemorou com os familiares, não vi uma pessoa sequer se dirigir até os policiais que estavam próximos. Minha namorada apontou o fato e na mesma hora tive a ideia de escrever este texto. Sem querer apontar nada de errado, cultural, etc. Quis apenas registrar como pequenos fatos ficam marcados na nossa memória, como este aconteceu.

    E desses pequenos fatos é que os anos se formam, é que as vidas acontecem. Pequenas lembranças empacotadas para surgirem avisando para fazer isso ou aquilo. Aí nossas escolhas são moldadas e aprendemos com nossa história. Lembranças de Santiago ou de Balneário Camboriú, iguais em forma, diferentes em conteúdo.

    Somos o conjunto de todas essas pequenas lembranças, somos histórias que se juntam através de lembranças compartilhadas. Nossa vida não passa de momentos, momentos tão breves quanto um cumprimento de “Feliz Ano Novo”.

    Esta memória em particular me lembrou que estou vivo e escolho o que fazer em seguida. Cumprimentei os policiais, que tenham um “Feliz Ano Novo”. Que todos nós tenhamos um ano melhor que o anterior, sem esquecer do que passou, porque viver é lembrar e fazer um futuro melhor.

    janeiro 2, 2012

    January 2, 2012
  • O Figado Da Geladeira

    A memória humana é incrível. No almoço de hoje passei no bufê pegando de tudo um pouco, e de repente avistei uma tigela com fígado. Alguns odeiam, e outros que como eu amam, jamais esquecem lembranças que envolvem algo que desperta sentimentos tão antagônicos.

    A lembrança foi conveniente e trouxe um sentimento de lar, de aconchego, de quando eu era criança. Lembrei a época da infância, em que nas tardes ociosas fuçava a geladeira atrás de qualquer coisa para comer.

    Então de vez em quando deparava-me com um prato com sobras da carne do almoço, e algumas vezes essa sobra foi de fígado empanado. Eu devorava aquele fígado empanado naquele estado, gelado, e era melhor que tudo.

    E é incrível como o valor das coisas aumenta quando não se tem mais, como o fígado empanado na geladeira numa tarde qualquer da minha infância.

    julho 7, 2011

    July 7, 2011
  • Santiago Chile

    Viajei dia 25 de dezembro para Santiago no Chile e nos 18 dias que fiquei lá deu para conhecer a superfície da cidade. Uma cidade como qualquer outra cidade grande no Brasil: o melhor lugar para se morar quando se é rico, e um lugar ruim se você não tem grana. Estava em um hotel na região que parece ser uma das mais nobres de Santiago: Vitacura. Las Condes é um bairro vizinho e segue o mesmo padrão de beleza. Outros bairros como o Centro já não são tão bonitos, alguns apesar do charme são um tanto feios, como o Bellavista e o Providencia. O destaque de Santiago são as grandes vias rápidas e os prédios novos e os que estão em construção. Parece que um boom econômico modernizou a cidade e a tornou de primeiro mundo. Reservei um carro alugado, e lendo pela internet vi algumas pessoas falando que o trânsito de Santiago era péssimo, que para conhecer a cidade não valeria a pena alugar um carro, etc etc. Puro engano deles, aparentemente o sistema de Metrô funciona super bem, mas os ônibus parecem ser confusos. Então um carro é excelente para meu tipo de turista. Gosto de explorar cada canto da cidade e não seguir o roteiro dos pontos turísticos. Cheguei no dia 25, estava tudo fechado, feriado de Natal. Aproveitei para rodar muito de carro e conhecer as principais vias. De início me surpreendi pra valer com os dois bairros que citei de início: Vitacura e Las Condes. Os prédios residênciais são lindos, divididos por bons espaços e com grandes sacadas. Os comerciais são na marioria com muito vidro, sensacionais. Andando um pouco mais caí em bairros um tanto quanto feios, como o bairro Brasil, suuuujo e feio que dá até dó. E em alguns outros que não me recordo o nome. Santiago evoluída, de bom gosto, e fina que tanto ouvimos falar não é tudo isso. Minha impressão que fica é de uma cidade como qualquer outra grande cidade, como São Paulo, por exemplo, com alguns bairros bonitos, e outros sujos e toscos. Não dá para não destacar algumas diferenças interessantes, aqui o pedestre tem sempre a preferência. O trânsito para quando alguém está atravessando a rua. Ainda sobre carros, eles largam o carro em qualquer lugar, estacionar na calçada é normal! Outra coisa de destaque é o visual da Cordilheira dos Andes, que torna a cidade única. Quero voltar para a cidade de Santiago em outras das ocasiões, no inverno, para esquiar no Valle Nevado – o qual eu visitei, é uma paisagem de tirar o fôlego, mesmo sem neve – e quando todo o gelo estiver derretendo, quero ver o Rio Mapocho em plena capacidade! O Mapocho é um rio que desce dos Andes e cruza a cidade de Santiago, indo para o Pacífico, creio. Essa é minha visão da cidade de Santiago, numa visita no verão. Uma grande cidade da América Latina!

    2011-01-12T10:34:42.000Z

    January 12, 2011
  • Uma Parabola Sobre Tudo

    Um simples comercial de cerveja pode ser uma obra de arte, uma obra filosófica de valor inenarrável, um pedaço de sabedoria de um monge mongol de 150 anos? Pode, vejam este comercial de cerveja que resume tantas coisas da vida. Os imóveis estão em um estado neutro, chato, tedioso. Então alguém aprende uma maneira de fazer as pessoas pagarem mais, vamos fazer propaganda e vender um sonho. Aí todos começam a comprar novas casas, apartamentos, hipotecam o que tem para comprar mais e mais, todos estão ricos, todos se divertem, mas em algum momento, alguém deixa a garrafa cair, acabou a festa, acabou a cerveja, ninguém mais compra nada. Acabou tudo. Mesma coisa para o mercado de ações, mesma coisa para o mercado de internet, mesma coisa para o mercado da VIDA. Este comercial, meus amigos, é uma obra tão ou mais completa que todos os volumes de Marx.

    2011-01-05T23:55:28.000Z

    January 5, 2011
  • Baader Meinhoff

    Alemanha, década de 70. Um grupo de pessoas se reúne para fazer revolução contra um Estado que acusavam ser Facista. Liderados por Andreas Baader fundaram a RAF (Fração do Exército Vermelho), organização que matou militares e civis, destruiu patrimônio público e privado, e teve fim oficial somente em 1998 após 28 anos de existência. O filme The Baader Meinhof Komplex se baseia na obra de Stefan Aust, um trabalho de 3 anos que, segundo o autor, foi muito bem transposto para as telas do cinema, e também mostra o que foi o grupo Baader Meinhof com a \”verdade histórica\”. Este nome foi atribuído ao grupo pela mídia. Baader foi o líder do grupo, e Meinhof provém de Ulrike Meinhof, uma conhecida jornalista alemã de extrema esquerda que abraçou as ações de luta armada. O filme começa num dos eventos que motivou o começo daquele grupo, durante uma visita do Xá Iraniano em Berlim, estudantes protestavam e um deles acabou sendo morto pela polícia. Grudun Ensslin, namorada de Andreas Baader e também cabeça do grupo, escreveu o seguinte sobre o episódio:

    Eles vão nos matar a todos. Vocês agora sabem o tipo de porcos contra os quais nós estamos lutando. Esta é a geração de Auschwitz. Você não pode dialogar com as pessoas que criaram Auschwitz. Eles tem armas e nós não. Nós precisamos nos armar!

    Desde a fundação da RAF atitudes claramente terroristas eram tomadas no sentido de combater um Estado que acusavam ser capacho dos imperialistas norte-americanos, os quais estariam assassinando inocentes ou por ação (Guerra do Vietnã) ou por inação (Bilhões passando fome no Terceiro Mundo). Também tinham como base que o Estado Alemão continuava a ser controlado por fascistas, que o nazismo não tinha acabado. Em todas as gerações vão existir grupos de pessoas contrárias a situação, lutando por mudanças. Robert Kennedy, Senador e Ministro da Justiça dos EUA, escreveu na década de 70 sobre a geração dos jovens que segundo ele \”não entendiam\” o que estava acontecendo, e o porque da guerra no Vietnã. Esta mesma geração que deu início ao movimento Hippie deu início a grupos guerrilheiros-políticos como a RAF. Era uma geração de jovens perdidos que não tinham visto os motivos que levaram à Guerra, mas que só viram os horrores causados por ela, e então lutavam pela paz, pregando o amor livre, o uso de drogas, e no caso da RAF, a luta armada. Tanto estranho é ver que o grupo que queria mudar o mundo para melhor levava consigo pensadores como Mao Tse-Tung, a quem é dada responsabilidade pelo \”O Grande Salto\” e depois pela \”Revolução Cultural\”, dois movimentos que mataram pelo menos 50 milhões de chineses, e no caso do segundo, acabou com as instituições de Ensino Superior porque estas seriam \”ninhos\” de contra-revolução. Tanto estranho é ver comunistas fumando cigarros produzidos por empresas multi-nacionais que pagam miséria para trabalhadores que sofrem no cultivo do fumo. Mais ainda no caso do Baader Meinhoff, é por sua origem, jovens que tinham recursos e oportunidades. Apesar de suas ações grotescas, a RAF ganhou força e os nomes dos seus fundadores foram aos poucos tornando-se fortes mitos que traziam mais e mais jovens para a luta. A segunda geração de guerrilheiros da RAF causou tanto terror na Alemanha Ocidental que algumas de suas ações no segundo semestre de 1977 são conhecidas como Outono Alemão. O autor do livro sobre o grupo afirma que o Outono Alemão é para os alemães o que o 11 de setembro é para os Estados Unidos. O filme é fácil no começo mas se torna pesado, 150 minutos de vídeo é um tanto quanto cansativo. Mas recomendo para quem gosta de tentar entender o que se passa na cabeça das pessoas. O destaque do filme é, com certeza, a atribuição de \”culpa\” ao grupo que chegou a ter apoio de 25% dos alemães com menos de 40 anos, e que conta com simpatizantes até hoje. Afinal, Baader Meinhof foi uma organização terrorista, que usou métodos que eles mesmos condenavam, comportamento repetido em muitos lugares do mundo na mesma década.

    2010-11-16T20:33:22.000Z

    November 16, 2010
  • Classificacao

    ![Livros]

    A classificação expõe as pessoas ao ridículo, pois discrimina classes de acordo com suas características. Ao fazer uma classificação envolvendo pessoas, você estabelece padrões de competição entre os classificados. A primeira geração de classificados irá entender as premissas classificatórias, seus motivos e necessidades. Sendo assim, haverá respeito entre os classificados na primeira geração. Entretanto, geração após geração o que ficará será o documento que dispõe as diferenças. Lembrando que por vezes o documento é um registro tácito — pois se há conceituadores a pôr um cervo como documento, pode-se dizer que há documento em registro tácito, é só uma questão de argumentação em torno de um ou outro fato para provar este ponto, ou qualquer outro ponto. Então depois de um espaço de tempo grande, levando em conta a relatividade temporal na qual estamos presos, só resta a diferença. A diferença apenas existe como Deus existe ao crente. Não necessitam ver, não necessitam de prova alguma. Mas usam como pseudo-prova o documento original, aliado aos registros tácitos. Afinal, o que perdura no tempo é o que está registrado. Neste ponto do tempo a cultura mudou, e a escrita do documento já não é um retrato da sociedade. A classificação que um dia foi criada para preencher necessidades, hoje existe aquém de tais necessidades. As mudanças drásticas que ocorrem em um período grande de tempo relativo destituem os motivos. Passa-se a ter novos motivos e necessidades sobre a classificação que um dia tinha outros motivos e necessidades. É como um castelo de cartas muito bem regido pelo caos. A luta é para manter este castelo em pé. Algum dia o vento sopra e o castelo cai. Todos os conceitos são invalidados, porque não existe mais respeito sequer ao documento que regia toda a classificação original. E como haveria de ser, uma nova classificação aparece. E esta nova, como todas as classificações vem com seu prazo de validade, que é desconhecido. __ Texto old encontrado em pastas perdidas que se salvaram de todas as inquisições e revoluções que aconteceram em vários computadores que já tive. Os arquivos que se salvam são filhos de uma seleção não natural que preservou-os pelos mais variados motivos, isso não significa, porém, que sobreviverão para sempre. Apenas como nós, seres humanos. Adicional por maluquisse: Como suicidar-se sem morrer? Tenho essa idéia fixa de destruir a humanidade para provar a minha fé nela. Quem sabe o Universo tenha sido desenhado a fim de ter uma caótica resolução de problemas matemáticos, ou apenas para proporcionar a beleza de uma imensidão de água banhada por raios dourados de um pôr-do-sol de um lago na Terra. Acontecimento que apesar de indescritivelmente belo não atinge o potencial escalado em uma explosão de uma super nova. Porém ambos, a super nova e a luz solar num lago terrestre, são naturais. A matemática que não é: os números podem até existir, mas contá-los é tarefa humana.

    2010-11-01T13:55:52.000Z

    November 1, 2010
  • Um Filme De Vampiros Que Gostei

    Ontem assisti Daybreakers (nome para distribuição no Brasil ficou como \”2019 – O Ano da Extinção\”). O filme mostra a sociedade humana sobrevivendo como vampiros. Em 2009 teria começado a epidemia, e dez anos depois já não restam muitos humanos para alimentar os dentuços. Então os últimos são caçados como bichos para servir de alimento. Diversos aspectos são mostrados, o principal deles é que a sociedade acontece a noite, porque os vampiros se expostos ao sol morrem. Também mostra-se que mesmo vampiros, existem os menos favorecidos, e que são tratados da mesma forma como são hoje. Quando vi o trailer do filme fiquei bem interessado, até escrevi aqui no novo-MUNDO sobre ele dizendo que provavelmente a resistência contra os vampiros seria a parte mais interessante. Errei nessa ideia, porque o melhor do filme foi mostrar justamente que a sociedade humana continuaria, de uma forma ou outra, organizada, e obviamente, os mais ricos continuariam mais ricos explorando primeiro as novas oportunidades. Não é um grande filme como Inception, mas recomendo tanto quanto recomendo o filme das pirações de sonhos. E ah, quem gosta de SANGUE, vai apreciar este filme. 😀

    2010-09-04T15:11:31.000Z

    September 4, 2010
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