
a vida anda muito igual preciso mudar alguma coisa algo que mude os meus
dias já sei:
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2017-06-13 10:17:11
Quanto mais simples o problema, mais pessoas irão meter o bedelho com suas opiniões. Os planos de um usina nuclear serão questionados por pouquíssimas pessoas capazes, e em pontos importantes. Já uma garagem de bicicleta vai receber pitacos de quantas pessoas souberem dela. Por que não pinta de vermelho? Por que não faz quadrado? Por que não fazer com esse tipo de madeira? Do FAQ do BSD:
\”In the specific example involving the bike shed, the other vital component is an atomic power-plant, I guess that illustrates the age of the book. Parkinson shows how you can go into the board of directors and get approval for building a multi-million or even billion dollar atomic power plant, but if you want to build a bike shed you will be tangled up in endless discussions. Parkinson explains that this is because an atomic plant is so vast, so expensive and so complicated that people cannot grasp it, and rather than try, they fall back on the assumption that somebody else checked all the details before it got this far. Richard P. Feynmann gives a couple of interesting, and very much to the point, examples relating to Los Alamos in his books. A bike shed on the other hand. Anyone can build one of those over a weekend, and still have time to watch the game on TV. So no matter how well prepared, no matter how reasonable you are with your proposal, somebody will seize the chance to show that he is doing his job, that he is paying attention, that he is here. In Denmark we call it “setting your fingerprint”. It is about personal pride and prestige, it is about being able to point somewhere and say “There! I did that.” It is a strong trait in politicians, but present in most people given the chance. Just think about footsteps in wet cement.\” –[Poul-Henning Kamp
<phk@FreeBSD.org>on freebsd-hackers, October 2, 1999]
2017-06-13 19:36:51
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Filme: Rifle (2016) 6/10 Se quer ler uma crítica sobre,
aqui.
2017-06-10 00:06:03
um conselho que gostaria de ter recebido mais cedo na vida: \”ponto e vírgula é opcional no javascript\”
2017-06-09 10:56:13
9/10
Um servidor público dedicado empenhado em seu papel de cidadão. Nas maiores eleições do mundo, Newton Kumar é destacado como presidente de seção eleitoral de uma região conturbada, controlada por uma guerrilha comunista.
Seu maior desafio não serão os comunistas armados. Mas sim a apatia, ignorância e status quo dos colegas servidores públicos, das forças de segurança que protegem o processo e das pessoas que são a base da democracia.
Acontece na Índia, mas o que é mostrado no filme é rotina aqui mesmo no Brasil, onde votos são justificados pela \”beleza\” de um candidato. Por que votar? Por que você se importa? Como escolher seu candidato? O que vai acontecer?
A ironia foi ver uma história sobre democracia e ao final dar uma nota ao filme. Assisti na mostra competitiva de longas do Olhar de Cinema: Festival Internacional de Curitiba. Cravei 5/5 sem sombra de dúvidas.
2017-06-08 23:45:01
postdate: 2017-10-03 15:43:19 title: Inteligência Artificial a espera de um milagre postname: inteligencia-artificial-espera-de-um-milagre
Quando eu era pequeno desmontava tudo que podia para “ver como funcionava”.
Mais tarde na vida, e sempre atraído pela ficção científica, pensava na possibilidade de um dia existir uma máquina que gera conhecimento, uma inteligência artificial.
No momento e com um pouco de conhecimento da disciplina de Inteligência Artificial, acho impossível (pelo menos por umas centenas de anos) que se chegue a uma inteligência generalista, que de fato consiga copiar e ocupar o espaço humano da criação.
Pelo menos no estado das coisas. ?
Aí vi essa apresentação do Yann LeCun – o mandachuva de Inteligência Artificial no Facebook:
Resumo: nosso cérebro aprende numa velocidade muito maior que qualquer máquina que podemos construir e que poderemos construir em um futuro próximo.
E a base de toda pesquisa de IA recente são poucos bons avanços das últimas décadas.
Falta alguma peça no jogo. Yann diz, nesta apresentação, que nosso cérebro “simula” os acontecimentos futuros antes de tentar qualquer coisa.
Talvez seja essa a peça que falta para a inteligência artificial, uma maneira de predizer o futuro sem ter que de fato o calcular.
O pessoal da DeepMind, empresa de pesquisa em IA (de propriedade do Google), publicou o seguinte estudo:
A teoria deles diz que a região do cérebro chamada hipocampo pode ser responsável por uma forma de aprendizado que eles chamaram de “Mapa Preditivo”.
Seria a maneira encontrada pelo cérebro para processar o futuro e te dar as opções mais prováveis de acontecimentos.
A forma como foi estruturada a teoria possibilita o teste em computadores, através de redes neurais.
Se este caminho de pesquisa vai levar a uma grande descoberta e um avanço de verdade na área de Inteligência Artificial, só o tempo vai dizer.
Contudo, meu interesse pelo assunto voltou a esquentar. ?
Ele é um fenômeno tão raro numa confluência de infinitas variáveis capaz de perturbar o caminho da História. Aberração nascida da chance, consegue manipular os sentimentos humanos, poderoso a ponto de tomar o controle do Império. Esta é uma descrição do Mulo, personagem do segundo livro da trilogia Fundação, de Isaac Asimov. Mas pode ser também de Donald Trump. Spoiler Alert. Este texto contém informações sobre a trama da obra Fundação. Se você ainda não leu e pretende manter a surpresa quando o fizer, não prossiga. Se já leu ou não vê problemas em saber o que acontece, boa leitura.
Isaac Asimov foi um brilhante divulgador da ciência e escritor de ficção científica. Escreveu ou editou mais de 500 livros durante sua vida. Era um homem tão a frente do seu tempo que previu em 1964 algumas tecnologias que estaríamos usando em 2014. Sua obra de maior sucesso foi a trilogia Fundação.
Fundação é a história de um Império Galático em seu ápice, sendo assim, no início de seu declínio. O ser humano se espalhou por toda a galáxia e já sequer lembra a localização ou o nome do seu planeta de origem. Na capital, Trantor, um planeta coberto por apenas uma cidade com 45 bilhões de habitantes, o matemático Hari Seldon criou a psico-história — ciência que une estatística e psicologia — para prever o comportamento das massas.
Prevendo um declínio rápido e um período de “trevas” de 30 mil anos na Galáxia, Seldon elaborou um Plano para muitas gerações futuras. Com este Plano, iria manter o conhecimento científico do Império, reduzindo o caos para apenas mil anos, antes do re-surgimento do novo Império Galático. Algo próximo do trabalho realizado pelos monges irlandeses durante a Idade Média.
São vários os autores que juntam os fatos e montam a história do início do declínio dos Estados Unidos da América como Império dominante. Talvez um dos mais icônicos seja Noam Chomsky, que posiciona o Império como despreparado para uma nova ordem mundial em que tem de lidar com outros atores sem a supremacia extrema que detinha até alguns anos.
O historiador brasileiro Moniz Bandeira é outro. Segundo ele, o próprio monstro financeiro criado pelo Império Americano é insustentável, e isso vai devorar seu poder com imensa rapidez.
No universo da Fundação, o trabalho da psico-história pode prever o declínio para evitá-lo. Porém, em determinado ponto da História, surge um ser imprevisível, o Mulo. Seu simples poder de mutante lhe permite alterar os sentimentos humanos. E com isso ele consegue impor seus desejos até atingir o ponto máximo de controlar parte da Galáxia.
É neste contexto que o Plano de Seldon corre perigo. O que era impossível, aconteceu, a História foi comprometida por um único ser.
Donald Trump é tão único quanto o Mulo. Segundo o New Republic:
“Do ponto de vista da elite Republicana, é fácil ver Trump como o Mulo: Ele é inesperado, ele atrapalhou os planos de coroar Jeb Bush, mas ele também é alguém que não tem como deixar um legado porque suas características fazem com que ele não seja replicável. Não existem tantos bilionários estrelas de reality show interessados em assumir um partido político.”
Na série de Asimov, o Mulo cantava e através do seu jogo musical e de palavras induzia que as pessoas sentissem pena dele. Convertia seus piores inimigos em seus mais dedicados servos.
Quando o Mulo aparece pela primeira vez, ele é um palhaço de nome “Magnífico Giganticus”. Curvado, magérrimo e de nariz prolongado, uma aparência repulsiva. Então ele consegue o carinho e obediência através do seu poder de manipulação emocional.
Trump, por sua vez, lembra de imediato o estereótipo de palhaço. Sua aparência é combustível para todo tipo de piadas e imitações. Ele próprio utiliza o sarcasmo como uma ferramenta para atacar adversários e se posicionar no imaginário dos seus eleitores como alguém poderoso. Faz com que acreditem que ele é um empresário de tremendo sucesso — uma inverdade — e que irá gerir o país da mesma forma.
[caption id=\"attachment448\" align=\"alignnone\" width=\"480\"][![]<img src=”https://wp.slonik.me/wp-content/uploads/2018/07/179EYGJ4MU6vgHkTN7mhmBQ.jpg” alt=”” />]
\”Irreverente\”[/caption]
Inclusive, quando se trata de traçar este paralelo do Mulo com Trump, o contexto histórico salta aos olhos. Na obra, a Fundação é uma colônia científica assentada num canto longínquo da Galáxia. E durante centenas de anos, enquanto o inevitável declínio do Império acontecia, a Fundação perseverava em muitos desafios com a ajuda da sua tecnologia, notadamente nuclear. Exatamente como os Estados Unidos, mantendo sua força por meio de suas armas.
Como derrotar o Mulo?
Bem, é realmente estraga prazeres contar isso para quem ainda não leu Fundação. Mas vamos lá. Existe uma Segunda Fundação e esta não trata de estudar a tecnologia e preservá-la. A Segunda Fundação estuda a mente humana, e assim, tem as habilidades necessárias para ajudar na luta contra o Mulo.
No entanto, em toda a história jamais se soube da Segunda Fundação. Nem sua localização. Somente quando tudo se resolve é que Asimov nos mostra que a solução sempre esteve muito mais clara e próxima do que se imaginava.
Quanto a Donald Trump podemos ter a mesma esperança. Que exista alguém trabalhando para evitar o pior. Evitar que um nacionalista sem pé nem cabeça tenha controle do maior arsenal nuclear do planeta. Caso contrário temos que recorrer a Seldon e seu Plano, para reduzir o máximo possível a nossa segunda Idade Média.
2016-09-27 07:37:08
2016-08-16 10:01:22