
O cérebro dos mamíferos sempre corre ao ver coisas diferentes do que está acostumado.

Um rosto conhecido vem
vindo? Ok.Um animal estranho se aproxima? Alerta máximo, preparar
para correr! Afinal, antes de qualquer desejo, intenção ou necessidade,
somos um punhado de carne e ossos que não quer morrer.
First and foremost we are a lump of flesh and bone that wants to find
food, and not get killed. – Why Advertising Always Works, Using
Science, not Bullshit
(Positech.co.uk)
Anúncios? Mesma coisa. Navegando casualmente pela internet olhamos para
centenas de marcas. A informação visual invade nosso cérebro, que a
processa e, como não morre por isso, passa a aceitar aquela informação
como amigável. O subconsciente é quem realmente decide as coisas. Da
próxima vez que você ver a mesma marca, a sua resistência a ela irá
diminuir, e diminuir… até o ponto em que você pode parar para escutar
conscientemente uma proposta ou comprar alguma porcaria.
2018-03-03 13:54:12
title: “Voices from Chernobyl – 2006” category: books media: 2018/vozes-de-tchernobil-capa-livro.jpg
Svetlana Aleksiévitch’s books tells only one story. The story of human being in a specific period and region. The Great Patriotic War, the Soviet–Afghan War, the Chernobyl disaster and the fall of Union of Soviet Socialist Republics are just background for the documented speech of common folks smashed by those happenings. By herself:
…how many novels vanish without a trace! Disappear in the darkness. We haven’t been able to capture the conversational side of human life for literature. (…) I love how humans talk, I love the lone human voice. This is my greatest love and passion.
First I’ve read The Last of Soviets (2016). Never I’ve read something so impactful about human life. Of course I’m not the most avid reader. But I’m sure the stories documented by Svetlana are unique. People that saw their loved one disappear and never come back, who went to forced labor fields, who were underneath the constant yoke of an overwhelming power. And yet they found motives to be happy. Like an old man once punished but still lover of soviet socialist utopia.
The stories are catchy, Svetlana’s testimony literature got me in a particular way. It’s so clear the necessity to register, under all aspects, and never forget, what happened. The war, Stalin, Chernobyl. However, by those witnesses, that were floating in those unaccountable events. Svetlana affirms several times in Voices from Chernobyl how much the russian and ex-USSR republics’s people seek explanation for those events. If the post-war, post-Stalin and post-Chernobyl’s life had only one objective: what had happened?
In Voices from Chernobyl facts are accessories to human emotions. It opens the curtains. The spouse of a fireman that went to work in the nuclear explosion fire tells about unconditional love, one of terrible consequences. Real lives. Sometimes it doesn’t feel that, it’s all so extreme. What humans can do, how can they react.
The work’s subtitle are A Chronicle of the Future (Portuguese version; UK too). We ask ourselves why. Svetlana answers. Chernobyl opened the curtains. Chernobyl isn’t the past. Is it the future?
The most fair thing in the world is death. No one can scape it.
Death turns to be the relief. One case of a child that met a boy in a camp. Then their friends told him she was from Chernobyl. Never again he talked to her. Her dream?
Now, when I think about the future, I dream with finishing studying and going far away from here, somewhere no one know where I am from. So someone can love me. And I can forget everything.
Chernobyl is the future.
I work at the mortuary. This morning, I still haven’t time to take off my jacket when the door opened and a woman came inside, more than hiccups, she screams: “Take the medals, with all the certificates. Take the compensations! Give me back my husband”
The people beside the nuclear center lived like they were in stone age. The invisible death confused them. They were told to clean everything, to remove a layer of earth, to bury ashes of the wood-burning stove. Some stories are comic:
You went outside town, and beside the road scarecrows started to appear; a grazing cow covered in plastic and beside it an old lady covered in plastic too. You could’t choose between laughing or crying.
The country that put the first man in space fought the atom with a shovel, literally. Thousand were called in urgency to bury the fourth Chernobyl nuclear reactor’s guts. Radiation many times beyond the deadly dose. A sarcophagus to bury the potential unspeakable killer. And the chance of a new explosion and the contagious of a larger portion of Europe, and the world.
…I think so, It’s the price we pay for the rapid industrialization after the revolution. (…) What our peasant has beyond their hands? Until today! The axe, the scythe, the machete. That’s all. That’s the peasant world. Oh, and the shovel too. (…) His conscience oscillate between two epochs, two eras: stone and atomic one.
And that’s the man’s disaster to man. And for the other animals too. Svetlana, it looks, emphasizes what happened to the animals. Earthworms and beetles, revoked and buried. Cats and dogs shot dead by hunting groups ordered to contain everything that could spread radiation. While themselves were dying with radiation doses – curies and roentgen.
Other pillars of soviet people stand out too: vodka, literature and the jokes. Vodka was recommended as protection against radiation; literature, always about suffering, born from it, and the jokes…
Chernobyl jokes. Shortest: “What a good people were the belarussians”.
Before Chernobyl were 82 cases of cancer per 100 thousand inhabitants. After, number went up to 6 thousand. One of five belarussians live in contaminated area. Thousands of tons of cesium, iodine, lead, zirconium, cadmium, beryllium, boron, plutonium; equivalent to 350 bombs like the one dropped in Hiroshima.
Voices from Chernobyl register the past to talk about the future. Who is the man? What he is capable of? What is love? Death? Witnesses gain a voice with Svetlana’s work. They spill over us the reality that no fiction can match. Where are we going after Chernobyl?
title: “Os 6 melhores livros que li em 2018” category: livros media: 2019/stbasil.jpg
Foi o ano que mais li. Começou na páscoa quando decidi devotar o feriadão ao projeto de tirar o carro da lama em que patinava há 6 meses. Essa lama era O Tecido do Cosmo de Brian Greene. Ler sobre Física e imaginar o por que de tudo sempre me fascinou. Mas as tantas dimensões dos vários desdobramentos da Teoria das Cordas bloqueou minha fila de leitura por tempo demais. Depois da lama, decidi acelerar com algo que tinha certeza que devoraria, A Segunda Guerra Fria de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Excelente, mas não me marcou tanto quanto A Formação do Império Americano, por isso não ganhou uma posição entre os seis aqui embaixo. Embalado, resolvi conhecer a Svetlana, e me apaixonei. A lista, em ordem de leitura.
Difícil explicar o fascínio que a coisa soviética imprime em minha mente. Desde sempre me perguntei como as pessoas viviam sob o obscuro (para nós do ocidente) manto da URSS. E as histórias das pessoas é o foco da Svetlana. Sem julgamentos. Esperança. Violência. Amor. O que o ser humano aguenta, como o ser humano aceita, ou não aceita e se pergunta para o resto da vida: o que eu vivi? Sapiens – Yuval Noah Harari
Sapiens, e logo em seguida Homo Deus, justificaram para mim a fama do escritor israelense. A exposição de como nos tornamos estes humanos “a partir do macaco” e como obliteramos os obstáculos é um prato cheio para novas perspectivas.
Este ano quis encarar alguma grande obra brasileira. A primeira parte de O Tempo e o Vento estava ao alcance e por nada além disso foi escolhido. Desde a primeira folha foi como se estivesse esfomeado num banquete. Deliciando cada novo personagem (e como são muitos!) e vendo reflexos de todas as histórias que ouvia na infância sobre os costumes gaúchos (tão presentes no interior do Paraná no qual cresci). É claro que depois de breves espaços preenchidos por obras curtas como o mangá GEN Pés Descalços e Sobre a Escrita de Stephen King, entre outras, logo engatei O Retrato. Um tempo mais tarde, depois de me decepcionar com o breve Free Will, de Mark Balaguer, sentei para fechar o papo com Érico Veríssimo em O Arquipélago. Os Cambará e os Terra irão para todo sempre comigo.
Outro da Svetlana. Chernobil é o futuro, ela fala no começo. Então os relatos. As histórias. O ser humano das esperanças, do horror, da redenção. Não só dos humanos, os bichos também. A luta da pá contra o átomo. O modo de Svetlana deixar as histórias serem contadas por meio da sua obra são incríveis. Escrevi um post sobre o livro, caso te interesse ler mais.
Um relato de um jornalista americano que presenciou a revolução bolchevique da Rússia. Lênin, Trotsky e Stalin e vários outros personagens “ao vivo” nos seus discursos e nos corredores do Instituto Smolny. John Reed é o único “ocidental” enterrado dentro das muralhas do Kremlin, próximo do túmulo onde estão os restos de Vladimir Ilitch Lênin. Parcial, a favor do comunismo bolchevique, ainda assim não impede de curtir um dos únicos relatos dos poucos dias que mudaram o século da Rússia.
Svetlana apresenta as pessoas comuns. John Reed nos coloca nos dias da revolução. Que atração pela ideia da “coisa soviética”, da união das repúblicas. Ideia do comunismo. O que é isso, afinal? O que é a Rússia? A Rússia não é uma ideia. O comunismo não define a Rússia. Paul Bushkovitch retorna ao Rus de Kiev e tece a história desse país do começo. A Igreja Ortodoxa. Os muitos povos. Os mongóis. A Sibéria. A Ucrânia. A Polônia. A Europa. Um povo partido entre seguir o modelo europeu ou o conservadorismo ortodoxo (“o seu próprio caminho”). Ivã, o Terrível. Pedro, o Grande. Catarina, a Grande. Autocracia no ápice. E então, a Revolução. E a Grande Guerra Patriótica. E a queda da União Soviética. O tempo tem o poder de colocar os pontos nos i. No caso da Rússia, ou melhor, do meu fascínio pela Rússia, colocar os pontos nos i significa entender o que Bushkovitch quis dizer com “A Rússia não é uma ideia”. A Rússia é um país, com uma história num espaço determinado, por um povo, com uma cultura. Para o próximo ano eu quero conhecer Tolstói. Mas pretendo abandonar logo os russos para olhar outros brasileiros. Tanto a ficção quanto a história brasileira. Também desejo alimentar a fome de revolução com alguma coisa da francesa, de que nada sei. No meio de um e outro, ler histórias cyberpunk como as do Cory Doctorow, “nova” ficção científica como a do Cixin Liu (que publiquem logo a tradução do terceiro tomo!) e também algum quadrinho “diferente” como The Art of Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew. Dificilmente conseguirei ler tanta coisa, mas a intenção aí está.
Photo by Nikolay Vorobyev on Unsplash
Conteudo
Conteúdo2017-11-01 09:37:17
Quando eu era pequeno desmontava tudo que podia para \”ver como funcionava\”. Mais tarde na vida, e sempre atraído pela ficção científica, pensava na possibilidade de um dia existir uma máquina que gera conhecimento, uma inteligência artificial. No momento e com um pouco de conhecimento da disciplina de Inteligência Artificial, acho impossível (pelo menos por umas centenas de anos) que se chegue a uma inteligência generalista, que de fato consiga copiar e ocupar o espaço humano da criação. Pelo menos no estado das coisas. ? Aí vi essa apresentação do Yann LeCun – o mandachuva de Inteligência Artificial no Facebook:
https://www.youtube.com/watch?v=cWzi38-vDbE Resumo: nosso cérebro aprende numa velocidade muito maior que qualquer máquina que podemos construir e que poderemos construir em um futuro próximo. E a base de toda pesquisa de IA recente são poucos bons avanços das últimas décadas. Falta alguma peça no jogo. Yann diz, nesta apresentação, que nosso cérebro \”simula\” os acontecimentos futuros antes de tentar qualquer coisa. Talvez seja essa a peça que falta para a inteligência artificial, uma maneira de predizer o futuro sem ter que de fato o calcular.
O pessoal da DeepMind, empresa de pesquisa em IA (de propriedade do Google), publicou o seguinte estudo: https://deepmind.com/blog/hippocampus-predictive-map/ A teoria deles diz que a região do cérebro chamada hipocampo pode ser responsável por uma forma de aprendizado que eles chamaram de \”Mapa Preditivo\”. Seria a maneira encontrada pelo cérebro para processar o futuro e te dar as opções mais prováveis de acontecimentos. A forma como foi estruturada a teoria possibilita o teste em computadores, através de redes neurais. Se este caminho de pesquisa vai levar a uma grande descoberta e um avanço de verdade na área de Inteligência Artificial, só o tempo vai dizer. Contudo, meu interesse pelo assunto voltou a esquentar. ?
2017-10-03 15:43:19
Neste site você pode ver o que faço ou ler meu blog com indicações de filmes e outras opiniões. Se precisar entrar em contato comigo, meu email é rafael@slonik.com.br Também estou no Twitter e no Github.
2017-09-30 17:48:32
Sites, sistemas web, hospedagem, suporte, conteúdo. Consultoria em qualquer necessidade relacionada com internet. Abaixo uma lista de clientes e criações.
O Prof Ricardo Beck ajuda as pessoas a conquistarem o sonhado cargo público nas melhores instituições federais: TRE, Bacen, Receita Federal e outros. Ajudei-os a construir uma plataforma com base no WordPress que distribui o conteúdo exclusivo aos assinantes. Atualmente hospedo e dou suporte. https://profricardobeck.com.br
O Hypescience trás as últimas notícias de Ciência e Tecnologia para um milhão de pessoas. Faço a hospedagem do site em meus servidores para que eles só se preocupem em trazer o melhor conteúdo possível aos fãs. https://hypescience.com
A PortoFácil é uma hospedagem de sites com suporte de altíssima qualidade. Dezenas de clientes hospedam sites que movimentam muitos milhões de pageviews diariamente. Ajudo a atendê-los para oferecer um serviço excepcional de hospedagem. https://portofacil.net
A Fonte Consultoria é um serviço de informação e educação para contadores e advogados tributaristas que precisam navegar no caos da legislação brasileira. São cursos, palestras e uma miríade de serviços divulgados e vendidos no site. Ajudei a criar todo o site. Atualmente hospedo e presto suporte. http://afonteconsultoria.com.br
A Arquem fornece sistemas de gestão e automação para óticas. Forneço serviços de ajustes no WordPress e também de hospedagem e suporte. https://arquem.com.br
Arteblog é uma revista online de artesanato e faça-você-mesmo. Existe desde 2006 e já respondeu dúvidas de milhões de visitantes. Criei o site, o layout, parte do conteúdo, enfim, de tudo um pouco. É um projeto que muito me orgulha e segue em paralelo com meus outros negócios. No Facebook já conta com mais de 350 mil fãs. https://www.arteblog.net
O Guia Governo surgiu para ajudar as pessoas a navegarem na burocracia estatal. São notícias, dicas e centenas de dúvidas respondidas sobre previdência e assuntos correlatos. Criei o site e o conteúdo é produzido pelo meu pai. https://guiagoverno.com
VideoStories é uma plataforma para criação de vídeos sociais em escala. Os vídeos curtos com informações escritas tomaram conta das redes sociais por serem rápidos e interessantes. Idealizei o produto desde o início, produzi o design do mesmo e também o programei utilizando uma api em PHP no backend e frontend em vuejs. Atualmente está numa fase de pré-lançamento com alguns usuários rodando suas estratégias de vídeo. https://videostories.co
2017-09-30 17:45:32
Um Contratempo (2016) 8/10 Filme espanhol, no catálogo da Netflix.
2017-07-22 15:00:03
Parece brinks (gíria para brincadeira) mas é a vida real.
Façamos uma breve comparação para verificar a diferença entre os dois países neste quesito: aqui no Brasil, em Porto Alegre, no ano de 2010, uma empresa de segurança resolveu simular um assalto ao seu próprio estabelecimento, para verificar se os seus empregados estavam adequadamente treinados para a situação. Os “atores” entraram na empresa encapuzados, portando armamento verdadeiro e intimidaram violentamente os empregados com gritos e ameaças, os quais, apavorados, não sabiam que se tratava de um “treinamento”. Uma das empregadas, tendo sofrido grande estresse emocional, processou a empresa e recebeu à título de danos morais, na Justiça do Trabalho, o valor de cinco mil reais (TRT 4a. Região, 0000772-37.2013.5.04.0012, autora Michele Diniz Costa, réu Brink’s Segurança e Transporte de Valores Ltda.). Na Califórnia, em 2011, um supervisor de segurança de uma empresa na região de Bakersfield teve a mesma “brilhante ideia”: simulou um assalto à própria empresa, para ver se uma empregada que lidava com numerário estava preparada para adotar as medidas de segurança corretas. Ele entrou na empresa com uma máscara de mergulho e disse que estava armado (embora não portasse arma alguma). A empregada, que não sabia do experimento, ficou traumatizada e processou o empregador. Condenação da Justiça do Estado da Califórnia: 360 mil dólares (Lee v. West Kern Water District et al.. California, Kern County Superior Court, S-1500-CV-277481). De: A Reforma Trabalhista e o Sonho Americano
2017-06-14 14:31:03
O documentário mostra o dia a dia de 4 pessoas transgênero da periferia de São Paulo. Felizmente não foca no estereótipo da violência. O objetivo é trazer para o comum o que ainda a sociedade trata como algo estranho. A diretora Alice Riff inclusive comentou que numa exibição fora do país alguém a abordou após o filme, elogiou, e disse que não sabia da existência de pessoas transgênero, perguntou se era algo \”do Brasil\”. É deste tamanho o nível de desinformação. Sala cheia. Cinema político fazendo seu papel.
2017-06-13 10:29:15